//Perfil

Letícia, latim, significa alegria... Difícil se auto definir, por isso espera um pouquinho que já tô chegando...

//Amigos e Endereço do Novo ACONTECE




ACONTECE
Lições de Coisas
Coisas de Mulher
O Contabilista
Blog da Nick
Aleateorizando
Crônicas Forenses
De Novo...
I, me, mine: O Clube da Ilusão
Pras Cabeças
Sabedoria da Mentira
Ontem e hoje
Farol de Idéias
O Povo Fala
Diário de uma Doidinha
Chuchu Site
Nat Pequena
Surto Eletrônico
Bloggente
Cintaliga
Espelho Feminino
Diários de Sam Joyce

//Personalizado By
<
Fred Coba

//Stuffs


//Créditos


Essa página é hospedada no Blogger.A sua não é?

//Arquivos

Terça-feira, Março 15, 2011

O blog Acontece está de casa nova.
Ainda passando por alguns ajustes, mas com o abandono sofrido pelo último servidor a solução foi mudar de casa e tentar ter um blog mais atualizado.
Espero que os poucos que ainda se lembrem do Acontece apreciem as mudanças.
Visitem em:
http://aconteceletblog.blogspot.com/

Ps: A falta de atualização do servidor do Blogger não me permite colocar links nos textos, então para facilitar disponibilizarei o link do novo blog na barra ao lado.

|

Sexta-feira, Março 11, 2011

Negativos de Verdade

As perguntas sem respostas.

Ânsia, anciã.

Mudança conquistada.

Mais será mudança acontecida ou misturada?

A realidade mais Real que as mentiras já contadas.

As mentiras eram só uma realidade enfeitada.

Tentou uma guinada, mas só ficou parada diante da parede.

Parede de gente ensaiada pela cegueira.

O mundo descolorido indigente, atrás da porta aguardente sem ardor.

O furor não era quente, morno, displicente.

Tudo mais que gente, cabreira, retumbante, reluzente.

Beijos escondidos de viagem, reciclagem.

A espera da paragem, milho verde pra viagem.

Carona atrasada, porta emperrada e uma saudade danada.

Saudade de retros, linha, agulha, fagulha queimando a alma.

Desperta, dispersa em persa.

Tapetes mágicos sem asas.

Uma voz inesperada, preocupada, palavras desperdiçadas.

Mala extraviada, sandália emborrachada.

Assim é a verdade revelada.

Será?

|

Quinta-feira, Março 03, 2011

Alice sonhava com a poesia velada que existia em cada olhar.

Ainda suspirava pelas marcas vermelhas, pelo andar, pelo cheiro.

Repousava numa rede esperando um sinal. Do vitral não podia ver a lua que se escondia. Permanecia. Inquieta. Assobia.

Transformou a sensação em canção, mas não cantou, suspirou. Esperou.

Contorceu todos os músculos, praguejou, enfureceu, desfaleceu.

Não havia braços onde descansar. Quis gritar, mas a voz se perdera numa escuridão indecifrável.

Ulisses lambeu sua mão, era o único que restara. Desesperado cambaleou, rolou, latiu, mas ela não ouviu.

Levantou, jogou amarelinha, viu a palidez refletida no espelho, olhou mais uma vez e outra, só mais um pouquinho.

Pensou em Ulisses, teve saudade, mas agora javadarte.

Voltou ao travesseiro, à lua perdida, óculos escuros, roupa amarrotada, gente em preto e branco, pílulas gigantes, pessoas engraçadas.

Encolheu, cresceu, correu, se beliscou...

Wake up Alice, wake up...



Será o que ela estava pensando quando escreveu isso?
Escrever é se revelar, mas também é se ver refletido em algo escrito por outra pessoa. E é isso é isso que mais me fascina na literatura, essa ponta da gente que parece estar gravada em cada letra, em cada palavra.
Será que quando o autor conta sua inspiração o texto perde a graça?
Correndo esse risco... A minha inspiração nesse texto foi o filme Alice no País das Maravilhas e a sempre marcante Clarice Lispector...
E você o que vê?

|

Terça-feira, Fevereiro 08, 2011

"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida." (Clarice Lispector)

|

Quarta-feira, Dezembro 22, 2010

E espero seguir assim, sem nada saber e talvez descobrir...

|

Sábado, Setembro 04, 2010

As entrelinhas dizem mais que as linhas, na medida, sem serem esmagadas pelas palavras...

|

Terça-feira, Julho 27, 2010

Pensava estar livre das amarras que a deixavam fincada no mesmo lugar.
Ledo engano, continuava a esperar, buscando pelo lugar que parecia reconfortar.
Era esmagada pelos sentimentos que refutava, ofegante recontou a história.
Conteve-se, não chorou, nem bradou quando a voz serena lhe:
Já está aí, fincada como um mastro que espera a bandeira.
Aprenda a dizer não, dê a si mesma o valor que espera do outro, viva a vida sem a expectativa do reconhecimento.
Disse adeus, levantou acampamento.
Teve medo... Na dor, o conforto, a rejeição conhecida, buscava por isso.
Ainda assim quis voar...
Rezou para nunca mais voltar...

|

Sábado, Junho 12, 2010

Não quero me atar

Sou seu medo, no apelo, no aconchego, no conforto, no olhar, ainda que seja torto.
Queria duas mil vezes que tudo fosse fácil, voltasse a ser difícil só para ter o gosto.
As horas andam para frente, o relógio gira insano e o professor de física diz que o tempo não existe.
Se Einstem estava certo e tudo é relativo, relativizo esse momento, aquele outro também, todas as palavras e toco violão.
Prefiro o piano aquele de cauda longa, mas não toco nem o pife.
Cai, cai balão, cai, cai balão, aqui na minha mão.
Não cai não, não cai não, vai cair lá no Sertão.
O Sertão que era pouco e de vidro se quebrou, permanece a beleza numa imensidão que cabe dentro do coração.

|

Quinta-feira, Maio 27, 2010

Não pense que esqueci
É só que agora já não lembro mais

|

Domingo, Maio 16, 2010

Bastavam as respostas prontas. As perguntas feitas.
Permanece a dúvida, sem vigor, sem latência. É perpétua, pacifica. Petrifica.
Pensamento vazio, logo, sono chega.
Sonhos coloridos, parecem de mentira. A verdade preta e branca.
Nua, crua, cintilante. Saudade do silêncio, das palavras.
Tudo mudo no lugar. Viajante do futuro, não existe aqui, nem lá.
Aperto a mão. A cura, as dores.
Perdida me encontrei.
Entender não é a chave. O rio segue o curso sem saber que vai pro mar.
A vida? Cuida da vida.
Obrigada. Até logo. Vou ali. Talvez volte... Um dia... Quem sabe...

|

Sábado, Maio 01, 2010

Marco Túlio Cícero disse em algum lugar da roma antiga que "tudo o que um outro disser bem, é meu"... Assim são esses textos da mineira Silvia Prata do blog Bate Coração.

SEGREDO
Tem certos dias, especialmente os chuvosos, em que a vontade de te contar tudo o que você nunca soube preenche todas as páginas do nosso livro. Tem certos dias, especialmente os saudosos, em que as palavras que eu tenho pra te dar, por si mesmas, escalariam qualquer montanha que ameaçasse delimitar fronteiras entre o que eu sou e o que eu quero ser ao seu lado. Tem certos dias, especialmente os sonoros, em que o desejo de dizer tudo isso no seu ouvido se transforma em urgência de gritar. Tem certos dias, especialmente os dengosos, em que eu queria poder exigir que você nunca mais fosse pra longe, sem ter que argumentar demais. Tem certos dias, especialmente os amargos, em que eu gostaria de me ausentar de você pra, finalmente, contar o que sobraria de mim. Tem certos dias, especialmente os dolorosos, em que a vontade de te ter em palavras simples, olhares longos, frases curtas e dias claros, parece não se conter mais no silêncio. Tem certos dias, especialmente os calorosos, em que o desejo de perder as palavras, a razão e o juízo com você é maior do que toda essa ponte, contada em milímetros. Tem certos dias, especialmente os tortuosos, em que eu poderia te assegurar que trocaria todos os cheiros do mundo pelo seu, sem sequer saber ao certo que perfume você usa. Tem certos dias, especialmente os generosos, em que você parece se sentar mais perto. Tem certos dias, especialmente os numerosos, em que a minha pressa vence a própria razão e não te esquece. Tem certos dias, especialmente os duvidosos, em que o medo duvida da certeza, o sonho desafia os limites e o sentimento, que já não cabe em mim, transcende o tangível.

Eu te contaria tudo e com detalhes, te explicaria quantas vezes fosse necessário e te faria entender tudo o que eu também não entendo... Mas, não posso. Existe uma parte minha em você e uma parte sua em mim, mas isso é segredo. Se não fosse, eu te contaria. Mas é. E em dias como estes, o real desaparece, as palavras urgentes explodem o silêncio, as rimas já não têm tanta importância. Equipei meu coração com mil alto-falantes. Gritei o mais alto que pude, mas o som da minha voz não chegou aí. Não, não vai ser mais segredo que eu te quero aqui.

SIMPLESMENTE ME ABRACE
O abraço é o meu idioma. Por mais sem graça ou tímida que eu esteja, nunca vou te dar um abraço frouxo. Com pressa. Sem vontade. Sem cor. Sem calor. Não, me recuso. Não, não se assuste. Não recue. Não se intimide. Vamos conversar e não dizer nada. Vamos dizer tudo em um abraço. Vamos ser o mundo inteiro nesse momento. Seja o mundo inteiro pra mim nesse momento. Vamos fazer com que tudo o que sentimos caiba nesse abraço. Vamos fazer com que tudo o que sentimos seja infinitamente maior que nós mesmos. E que o espaço entre nós tenha sempre verdade. Que os nós de nós sejam desatados e que nosso abraço seja sempre a nossa verdade. A única que nos pertence

|

Segunda-feira, Abril 12, 2010

As plantas também tem sentimentos...
Basta ter cuidado, dispensar carinho, conversar, dizer o quanto se importa.
Não é tão difícil, o benefício é mútuo... Logo novos galhos aparecem e se enchem de alegria cada vez que você, na sala, entrar.
Assim é a minha Dorothy, assim sou eu...

|

Sábado, Abril 10, 2010

Assim sou, essa que eu queria ser e não fui...

Simplesmente Clarice
Tenho medo de dizer quem sou: no momento em que tento falar não exprimo o que sinto e o que sinto se transforma, lentamente, no que digo.

Ouve-me. Ouvi meu silêncio.
O que falo nunca é o que falo e, sim, outra coisa.
Capta a “outra coisa” porque eu mesma não posso.

Já que se há de escrever, que, pelo menos, não se esmaguem com palavras as entrelinhas.

Perde-se também no caminho.

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.



Eu comi a massa branca num ímpeto de descoberta, estava desnuda, esmagada, sem a casca, me lancei no divino que é ser.

|

Segredo... Meu... Tesouro - parafraseando Clarice Lispector - a mim foi dando pouco a pouco uma alegria difícil; mas chama-se alegria.

|

Domingo, Março 28, 2010

Você me perguntou.. Na época, disse que não tinha uma boa resposta, a verdade é que provei o sabor da liberdade e estou apreciando cada pedaço para nunca mais esquecer...

|

Terça-feira, Dezembro 22, 2009

É preciso lembrar para não esquecer...
Sabina não tinha medo de ouvir a verdade, o que a assustava era ter que revelar seus segredos...

|

Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

Os 30 começaram chuvosos...
Não... não é um mal sinal. A chuva significa passagem, mudança e representa muito bem esse novo estágio.
Demonstrações de carinho, pessoas importantes...
A surpresa foram às flores que perfumaram de alegria minhas esperanças.
O cabelo simbolizou uma das cruzes que resolvi deixar de carregar.
E a noite, num céu entre nuvens, a lua nasceu para mim, cheia, iluminada, dando as boas vindas à nova Letícia que acabara de nascer.
Tudo se completou com o calor humano, as novas amizades, o telefone tocando e eu desejando pelo menos mais duas vezes 30...

|

Terça-feira, Outubro 20, 2009

E eu cuidei...
Cuidei para que não fosse apenas mais uma marca na bochecha. Realmente não é.
Agora a perspectiva mudou porque não estão mais presentes os gestos, a delicadeza, a certeza do querer bem.
Isso abala, faz parte do processo de perder a ilusão.
Então escolhi crescer, me debati dentro do casulo como borboleta, a metamorfose torna suas asas mais fortes, assim também acontece na dor.
Poderia ter continuado a sentir pena de mim mesma, agindo como vítima das circunstâncias, mas escolhi outro caminho e tenho aprendido muito ao longo da caminhada.
Nesse tempo, foram poucas às vezes em que estive no topo do planalto, mas pude apreciar a vista. E agora, de volta a planície, sei das minhas possibilidades, sei que posso encontrar o caminho de volta para viver a beleza. Talvez, nem seja tão difícil assim estar na planície, aqui também há beleza, só é preciso ter olhos para ver, aqueles que enxergam o invisível.
Nesse movimento de subida e descida ainda me desequilibro, acho que sempre me desequilibrarei, mas agora existe consciência, sei onde estou e onde posso chegar.
Às vezes me pergunto se o coração ainda entende se está sereno bastante prá entender, mas a verdade é que tudo isso bastou para mim e só agora entendo, a percepção foi ampliada e aos poucos vou perdendo o medo de falhar.
A desconstrução de mim mesma foi inevitável, aconteceu naturalmente, no começo tive medo, na verdade ainda tenho, mas assim é a vida, viver é um eterno recomeço...

|

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

Que lugar é esse?

Estou aqui, nesse processo de me conhecer, de aprender a cuidar de mim, de entender que não preciso querer salvar todo mundo para ser amada, de que não preciso convencer as pessoas a gostarem de mim. Aos poucos estou me libertando de coisas que me prendiam num lugar onde ficava remoendo meus pretensos fracassos, minhas pretensas derrotas, ficava lá sofrendo, uma dor imensa sem tirar proveito de nada.
Agora sou essa nova pessoa, que também ainda não sabe direito quem é, em busca de algo que quero me tornar...
Durante o passeio no vapor estava num lugar até então desconhecido para mim.
Inconscientemente escolhi saborear da minha própria companhia, sentir cada sensação que aparecia durante o passeio, aquele momento era tão especial, tão único para mim que escolhi não dividi-lo com ninguém, nem mesmo com as pessoas que estavam ali ao meu redor. Mais tudo isso não foi intencional, só depois entendi e não me admira que tenha causado estranheza.
Estava eu naquele lugar cheio de gente e ao mesmo tempo sentindo uma paz imensa por estar me deliciando em ficar comigo mesma, com meus pensamentos, com minhas impressões. Não foi egoísmo, mas durante tanto tempo eu achei que precisava estar com as pessoas, impor a minha presença, que decidi viver a experiência de estar comigo mesma, ainda que estivesse cercada de gente, ainda que estivesse cercada das pessoas que mais amo.
Esse novo lugar causa estranheza, me deixa pouco assustada, mas sem diminuir em nada o meu amor pelas pessoas, a força do meu querer bem.
Estar no Benjamim Guimarães, navegando no meu amado Velho Chico, pensando no quanto de história existe ali, amo essas coisas desde sempre, num tempo que não era moda gostar do sertão, num tempo em que ninguém entendia.
O passeio me proporcionou o contato comigo mesma, durante duas horas fiquei fascinada com minha capacidade de desprendimento, com o fato de ter me dado um presente tão precioso, sem ter me preocupado em agradar ninguém.
Então para mim foi o susto, o alento, a sensação de ter conseguido ultrapassar a barreira, até então, instransponível, não só a sensação, mas a certeza do quanto é bom estar nesse momento, saboreando cada minuto de ser eu mesma.

|

Quarta-feira, Setembro 16, 2009

Hanging On Too Long
Duffy

It was just my mistake
Thinking you cared
It was just my mistake
Thinking you'd be there
That you'd be by my side
And that you wouldn't lie
My mistake

It was just my false hope
Thinking we'd last, yeah
It was just my false hope
Forgot all your past
All those girls you denied
Smashed up hearts
Hung out to dry

I know it's wrong
Hanging on too long
I know it's wrong
Hanging on too long
But I need to move on
Hanging on too long

I was a fool for you
Right from the start
Yeah
I was a fool for you
Hoping for a spark
For some kind of sign
That you would be mine

I know it's wrong, I do
Hanging on too long
And I know it's wrong
Hanging on too long

My heart was clutching
To what felt right
My head was hoping
It could put up a fight

I know it's wrong
Hanging on too long
And I know it's wrong
Hanging on too long
And I need to move on
I'm hanging on too long

I know it's wrong
Hanging on too long
And I know it's wrong
Hanging on too long

|

Sexta-feira, Julho 24, 2009

Marcado Encontro

Sim, a resposta é sim...
No final estamos sempre sozinhos.
O que valem são as lembranças.
Aquelas guardadas dentro da memória, no fundo do coração.
É isso que se leva.
Como saber quando se é amado?
Quando os segredos são revelados e mesmo assim estamos juntos.
Mais e o fim?
No fim estamos sempre sós.
Valem as lembranças, aquelas do coração acelerado, da felicidade desmedida, do momento que não volta mais e a chance de viver tudo outra vez.
Viver intensamente, felicidade incontida, sem medo, sem barreiras, guardar o grande retrato da vida que se viveu.
Fechar os olhos com tranqüilidade, ter a certeza de que aquele momento que diferencia a vida, da verdadeira vida aconteceu, ainda pode acontecer antes de ir embora.
Isso sim é fazer valer à pena...
Vale para mim, para você e também para quem não acredita.

|

Segunda-feira, Abril 06, 2009

Um dia me disseram da felicidade de saber que existe mais gente com alma de filósofo por aí... Não dá para amenizar a consequência das nossas escolhas, mas também não é justo potencializar isso, como se não houvesse conserto.
Um dia mergulhei no escuro e aprendi que podia mais, também era mais feliz quando ignorava certas coisas, mas ainda continuo perdida no escuro esperando que a minha experiência sensorial possa me levar mais além.
A honestidade pode até ser um termo relativo, mas mesmo assim ainda dói descobri que a honestidade é uma representação parcialmente construída da gente da mesmo.
E agora cê me dá licença porque acabei de entrar na minha vigésima terceira crise existencial e acho melhor procurar uma árvore para descansar...

|

Quarta-feira, Dezembro 31, 2008

Como saber até que ponto se marcou?

O que é preciso fazer para não ser apenas mais uma marca na bochecha?

O que é preciso para ser amada, para não ser só uma camisa pendurada no armário?

As lembranças se repetem, mas sem o cheiro, o frescor do amor correspondido.

Tudo se complica, turva, causa estranheza desmedida, os sentimentos se misturam.

O amor que começa numa vírgula e termina com dois pontos...

Será que Ulisses e Lóri ainda estão juntos?

|

Quarta-feira, Dezembro 17, 2008

Sempre dizia que estava em primeiro lugar, mas isso não era verdade, tomar consciência disso não me faz diferente ainda, mas me coloca a possibilidade da mudança...

|

Segunda-feira, Novembro 10, 2008

Era uma vez um mágico da platéia de olhos fechados.
Suas apresentações eram muito exclusivas, ficava curiosa para saber o poder da magia daquele mágico que encantava tanta gente.
Um dia encontrei com o mágico, ele estava sem a capa, parecia comum, mas logo percebi o quanto ele era especial, mesmo sem seus aparatos o mágico realizou sua magia sobre mim, fiquei encantada, não pude me conter, queria estar perto dele, cada vez mais.
Foi difícil para a platéia entender o súbito interesse pelo mágico, parecia algo sem quê nem porque, mas no fundo eu e ele nos reconhecemos, gostamos despreocupadamente um do outro.
O mágico fazia parte do meu imaginário há tempos, o amor era imenso mesmo antes de conhecê-lo, mas para as pessoas aquele sentimento parecia irreal, cheio de segundas intenções.
Para protegê-lo tive que me afastar, por mais que doesse a distância, ficar impedida de demonstrar o querer bem, não queria se mal interpretada, não queria afetá-lo.
Ainda vejo o mágico de longe, ele sempre sorri para mim e meu coração chora com saudade do seu abraço, de poder carregá-lo nos braços e gostar sem medo.

|

Sábado, Outubro 25, 2008

É preciso serenar, porque nem sempre entendo o que quer dizer...Basta o coração entender...Chega de intelectualismo, academicismo, qualquer tipo de ismo.Importante mesmo é refletir...Algumas coisas são minhas e pronto, vale prá você também...Aprender a viver num mundo onde as palavras são dispensáveis. Saudade...Não querer ser apenas mais uma marca, uma camisa pendurada no armário.Cuidar sempre...Ser a Guariba do Vale e logo ver...

|

Quarta-feira, Outubro 22, 2008

Pronto, o negócio é esquecer o que passou e dar valor ao que ficou...Recomeço, vida nova, preciso ser uma pessoa nova...O melhor é ver a felicidade nos olhos, a empolgação que me contagia, a sinceridade que transborda...Ainda bem que posso continuar acreditando na humanidade, meus sonhos não estão perdidos...

|

Quarta-feira, Outubro 08, 2008

Oceano - Djavan

Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão
Dava pra ver o tempo ruir
Cadê você? Que solidão!
Esquecera de mim


Enfim
De tudo que há na terra
Não há nada em lugar nenhum
Que vá crescer sem voce chegar
Longe de ti tudo parou
Ninguém sabe o que eu sofri


Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor


Vem me fazer feliz
Porque eu te amo

Você deságua em mim
E eu oceano
Esqueço que amar
É quase uma dor

Só sei
Viver
Se for
Por você

E continuo com saudade do tempo em que o sorriso derretia qualquer rochedo e um admirável mundo novo me aguardava...

|

Segunda-feira, Setembro 22, 2008

"Fazer, falar ou esperar vir de alguém
Algo que se faz compreender
Que amar é se dar pelo outro
Um sentimento ágape envolto
Como águia enxergar mais perto sobre o que é o amor

Quem falou quis bem buscar
Sabe quando não tem com quem falar?
Alguém, alguém me fitou
Num coma dentro da cidade onde o silêncio me faz sofrer
Minha vida me ensinou que há tempo
Que nem tudo, nem todos se perderam
A inocência é boa pra quem sabe amar, sabe entender
Que nem todos chorarão
Preciso de você aqui
Junto de mim, no meu coração."

"O seu amor, o nosso amor, me faz pensar.
É tão fácil lembrar, com a memória é muito simples.
Difícil é esquecer quando se tem amor.
E você tornou-se impossível de esquecer.
Há tempo que ficou pra trás todo silêncio e solidão;
Se o tempo foi, você ficou junto de mim à me aquecer.
(...)
A esperança viva está,
Minha mente só me traz você!"

(Rosa de Saron)

|

Sinto saudade do tempo em que o sorriso derretia qualquer rochedo e um admirável mundo novo me aguardava...

|

Sábado, Agosto 16, 2008

Você viu o eclipse da lua?

|

Sexta-feira, Agosto 15, 2008

Querida Clarice,

Espero que você não se zangue, mas tiveram a idéia de publicar as cartas enviadas para Tânia e Elisa na época do seu "exílio" como esposa de diplomata.
Digo isso porque já li a carta onde você se irrita com Maury por ele ter visto como literária uma das cartas a ele enviadas. Foi muito enfático da sua parte dizer que gostaria de ter uma vida – uma vida separada da literatura.
O livro foi intitulado de Minhas Queridas e o comprei numa viagem que fiz a Diamantina num lugar muito agradável onde se respirava cultura.
Por isso peço minha cara, não fique chateada, pois lendo as suas cartas posso garantir que você teve uma vida separada da literatura, mesmo que em certos momentos seja nítido o seu traço literato.
Sabe, sem querer ser pretensiosa, descobri que temos características muito parecidas, isso me deixa tão contente, pois sempre a admirei muito como escritora e agora percebo como a sua personalidade sempre esteve presente em seus escritos e, talvez por isso, me identificasse tanto cada vez que lia algo seu.
Hoje a comunicação se dá de forma mais rápida, temos o celular que podemos levar para qualquer lugar, mas na maioria das vezes me sinto como você que se afligia com a demora das cartas e das respostas das suas irmãs.
Sou bastante ansiosa, me atenho aos detalhes e procuro explicar tudo tão direitinho para que as pessoas consigam me agradar, mas na maioria das vezes elas (assim como Elisa) têm seus afazeres e acabam por não dar tanta importância a coisas que dou.
Assim como você eu também sofro com a espera e, no meu caso, ligo mesmo sem ter respostas às perguntas que havia feito antes.
Em alguns momentos do seu livro tenho vontade de ter vivido aquela época, pois gostaria muito de ter enviado cartas a você, pois sua felicidade era tão grande em ter notícias, fossem de quem fosse.
Será que você me acharia chata, enfadonha como pareciam ser as pessoas com as quais convivia?
Nunca pensei em escrever uma carta a alguém falecido, mas sinto que dizendo essas coisas a você posso tocar aqueles que me cercam, pois tenho me sentido sozinha, vazia e um simples telefonema contando sobre o clima me faria tão feliz...
Só posso dizer que ler suas cartas me tocam muito, me fazem sentir mais perto de você, como se ainda existisse nesse momento, pena não poder ter uma resposta sua.
Clarice, mais uma vez peço, não fique triste pela publicação das cartas, elas apenas foram encadernadas, mas permanecem espontâneas, sem cunho literário, mostram a vida – simplesmente a sua vida minha querida.
Gostaria que esta carta pudesse ser convencional e eu pudesse perguntar sobre a sua saúde, o seu trabalho, mas sei que será em vão...
Se houver mesmo algo além desse mundo espero que você possa receber esse gesto, que ele possa acarinhar sua alma...
Caso a vida termine aqui mesmo desejo apenas que esse texto diga mais do que quer dizer, toque aqueles que ainda vivem para a importância de demonstrar o amor...
Desejo que meu telefone toque...
Saudades,
Letícia

|

Sexta-feira, Agosto 01, 2008

Eu só quero saber em qual rua minha vida vai enconstar na tua...

|

Sábado, Julho 26, 2008

O que você me pede eu não posso fazer
Assim você me perde, eu perco você
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor

O que você não pode eu não vou te pedir
O que você não quer eu não quero insistir(...)


A melhor coisa dos últimos tempos pode se transformar no pior pesadelo, basta deixar o egoísmo estragar tudo...
Incrível a capacidade de tornar o bom em ruim, em fazer o leve virar peso.
Será que um dia aprenderei a viver como Sabina?
Tenho arroubos de maturidade que se perdem no vazio da minha alma mimada, não consigo manter a estabilidade, preciso de tempo, preciso dar tempo ao tempo, deixar as coisas fluírem com naturalidade.
Estou cansada de desconstruir momentos simples, incrivelmente belos e felizes...
Estranha capacidade de complicar tudo, as coisas já não são fáceis, pra que complicar mais?
Não quero perder o alimento da minha felicidade, aquilo que tem trazido alegria ao meu coração por não ter paciência, por agir como se o mundo girasse em torno do meu umbigo...
Acho que ando meio cansada de mim...
Será que ainda me vê como algo bom?!

(...) Ontem à noite eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia
Era o princípio
Num precipício era o meu corpo que caia

Ontem a noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão

Ontem à noite eu conheci uma guria
Que eu já conhecia de outros carnavais
Com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão

No início era um precipício
Teu corpo que caia
Depois virou um vício
Foi tão difícil acordar no outro dia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
piano bar - engenheiros


|

Sábado, Julho 19, 2008

Sobre Brokeback Moutain
As visões do passado podem nos paralisar diante da felicidade. O medo de sofrer, de passar pela mesma experiência, pode nos congelar e nos prender ao que temos.
Ainda assim ele não impede que aquilo que mais tememos aconteça...
Deve ser frustrante pensar que a felicidade não foi vivida e mesmo assim o amor se perdeu.
Não quero ser arrancada brutalmente sem ter a chance de ser feliz...
Só não quero ser uma lembrança, uma camisa pendura no armário...
Vou ter minha cabana perto do Rio São Francisco, irei em busca da felicidade, sem ter medo de me arriscar.
Agora entendo muito coisa...

|

Segunda-feira, Julho 14, 2008

Admirar o belo gera sensações inenarráveis, mas saber como idéia primária aconteceu pode nos levar a conclusões espetaculares sobre a nossa própria vida, sobre a forma como queremos conduzi-la.
Tenho admiração pelos clássicos, mas geralmente não me aprofundo nos seus significados, não tenho curiosidade em saber como tudo começou me contento com a felicidade do gostar.
Ao ler a Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera descobri que uma das mais belas sinfonias de Beethoven surgiu de um episódio um tanto inusitado, ele transformou um momento cômico, leve em algo extremamente pesado, mas esplendidamente belo.
Segundo Parmênides é a mudança do positivo em negativo. Milan Kundera, nesse capítulo do livro, chamou minha atenção para o inverso, a transformação do negativo em positivo que também remonta ao pensamento de Parmênides, mas que nos causa grande estranheza.
Para Milan Kundera sair do leve para o pesado é algo com que nos acostumamos, quando as coisas adquirem um tom solene vemos com naturalidade, mas o inverso causa desconforto, pois não sabemos mais pensar como Parmênides.
Quando se vai do pesado ao leve não passamos despercebidos, somos logo notados, todos os olhares se viram e estranham a atitude, pensar como Parmênides, passar do negativo para o positivo, não é fácil nos dias de hoje.
A Insustentável Leveza do Ser transformou a minha vida, por mais difícil que seja meu desejo é pensar como Parmênides, enxergar com naturalidade tanto a passagem do pesado ao leve quanto do leve ao pesado.
A leveza do ser é insustentável porque durante toda a vida vivemos momentos que passam do leve ao pesado, do pesado ao leve, mas geralmente encaramos as situações pesadas como se fossem mais importantes.
Tomas e Tereza viveram assim, eles deram ao peso uma importância tamanha e talvez por isso tenham sofrido tanto, mas mesmo eles tiveram a chance de experimentar o sabor da leveza.
Sabina encarava com naturalidade as mudanças e aproveitava como ninguém os episódios de leveza, sua vida era mais leve que pesada e por isso ela me parecia mais feliz.
No mundo ocidental a morte é vista de forma extremamente solene, pesada, nos vestimos de preto, da ausência de luz...
Tomas e Tereza não fugiram a regra no momento da morte, foram esmagados pelo caminhão que ele dirigia, mas Milan Kundera, sabiamente, nos relata esse episódio muito antes do final do livro, permitindo assim que Tomas e Tereza vivam nas últimas páginas do livro um momento onde o peso se transforma em pura leveza.
Disseram-me que o peso está no não ser, mas na verdade o peso existe sempre, mesmo quando somos a leveza é insustentável porque nos esquecemos de viver conforme o pensamento de Parmênides.
Os orientais lidam com a morte como algo natural, vestem-se de branco, transformam em leve um episódio extremante pesado e dolorido, sabem viver conforme o pensamento de Parmênides.
Desejo aprender viver assim, quero ser como Sabina, e no dia da minha morte peço, não me joguem a sete paus do chão, não me cubram com o peso da terra, quero a leveza das cinzas jogadas no meu amado Rio São Francisco convivendo por algum tempo com os crocodilos que ali habitam até me perder na imensidão do mar.

|

Domingo, Junho 01, 2008

Um passeio inusitado pode mostrar a simplicidade da vida.
Corremos tanto, estamos sempre com pressa, nos perdemos nas miudezas do dia-dia, mas apenas um pequeno (certo, não tão pequeno assim) detalhe pode mudar toda perspectiva, deixando clara a importância de apreciar a raridade da vida, dos sentimentos que afloram sem pedir licença.
Apenas um pequeno gesto, não é preciso dizer muito, a beleza do cruzeiro do sul compartilhada sem fôlego, a imensidão das estrelas, pensamento sempre presente, marcante...
Do outro lado não há voz, apenas o som da orquestra, as torres proporcionam momentos ímpares, felicidade sem fim, músicas repetidas, lindas.
Vontade de estar, de ser, de ficar, de parar o tempo, ter tudo só pra mim...

|

Sábado, Maio 31, 2008

E fica o dito pelo não dito...
Preciso aprender... Ainda me decepciono com as pessoas, deposito nelas expectativas, me sinto enganada, com a sensação de frustração.
A perspectiva da mudança me fascina, fazer parte da construção de algo melhor, enxergar em alguém essa possibilidade, ouvir com todas as letras e de um jeito sereno o compromisso com as coisas que acredito. Propostas interessantes para construção de um futuro melhor, constatações óbvias sobre aquilo que há de ruim.
Interesses fazem tudo mudar...
Aquele presente embrulhado em papel especial é aberto e quando vejo me parece tão feio e sujo quanto tudo que se encontra ao meu redor, mais do mesmo atrás do discurso afiado, que recua quando se percebe fraco diante do adversário.
Denomina-se amigo, considera-se honesto por reconhecer a fraqueza, mas apenas um é digno de manter a palavra, observo tudo boquiaberta, a injustiça se faz diante dos meus olhos, vejo a atitude do menino malvado que joga a pedra esconde a mão e com a outra aponta um culpado.
Nem ao menos a hombridade de assumir certa postura, talvez de ter se precipitado no julgamento, ter repensado aquilo que foi dito e chegado à conclusão de ter se enganado, isso demonstraria caráter.
Tudo faz parte da estratégia, como num jogo de xadrez, o jogador astuto me julga sendo a mais fraca das peças pensa me ludibriar, talvez ache que não tenho a visão do jogo, mas não me conformo em ser manipulada.
Saio do tabuleiro e o olho de frente. Não vou me calar diante de uma injustiça, seu jogo é sujo, não condiz com quem você disse que era, a máscara cai na frente de todos, mas pareço ser a única a perceber.
A condução é rigorosa, a última palavra, a questão de dar boa noite, da despedida, aquilo me enoja ainda mais, penso no que fazer, tenho raiva, estou trêmula.
Agora me lembro, não sei jogar xadrez ou qualquer outro jogo, minhas cartas quase sempre estão expostas, é fácil saber quem sou, o que penso, minha estratégia não é muito arraigada, sou transparente, não mato a cobra e escondo o pau.
Sei, sempre me exponho, isso gera vulnerabilidade, digo as pessoas o que penso, não gosto de coisas mal resolvidas, ditas pela metade. Isso, preciso dizer o que penso, como me sinto, não sei ficar calada esperando o momento adequado de agir.
Ainda que seja a única voz em meio a multidão preciso me manifestar, não me conformo em ser omissa, mesmo que isso me dê alguma segurança, garanta a permanência.
Alguém que me é muito caro disse admirar meu senso de justiça. Então me diga como deixar que sejam injustos com essa pessoa?
Não, não vou conseguir, preciso verbalizar, ainda que isso custe caro, que minha cabeça vá a prêmio, dada numa bandeja ao grande estrategista, o manipulador de jeito calmo que por pouco quase me enganou.
A multidão pode se conformar com o dito pelo não dito, mas eu não meu senhor...

|

Sexta-feira, Maio 23, 2008

A magia é baseada naquilo que a gente não consegue ver, basta fechar os olhos e esperar, o mágico faz todo resto...
A felicidade dos pequenos gestos, a alegria das pequenas brincadeiras, a falta de viver tudo de uma vez, desejo maior que o mundo, vontade que não passa, não sai.
A tristeza das palavras, no silêncio se diz tanta coisa, grandiosidade sem igual, nuvem de sentimento bom, dor, amor, calor, frescor, saudade...
Tempo, deveria parar quando a lua nasce para mim, momentos que deseguam num choro sincero, sem culpa.
Música que diz uma coisa, mas significa outra para quem ouve, traz a ternura, os olhos fortes que se confundem com a dor, com a euforia.
Inocência doce da infância, acredita piamente nas palavras, jeito simples, fácil ser feliz para o mágico da platéia de olhos fechados...

|

Sexta-feira, Maio 16, 2008

Muita informação, céu do sertão...
Folhas douradas do outono no norte, estrada vazia, cheia de esperança, paisagem que muda, azul infinito.
Todas as cores de algo belo, coisas que sempre estiveram aqui, latentes, agora vejo, posso olhá-las, sem medo...
Imensidão do infinito, mil estrelas no escuro, assim é bem melhor!
Vontade tremenda, não passa despercebida, desejo de fazer tudo certo, ainda assim muito coisa acontece, tudo de uma só vez, liquidificador de gente, esperança que vem e vai.
Felicidade incontida no cerrado, primavera dentro de mim, frio aqui fora, alma serena.
Palavras ditas e não ditas, difícil explicar, desejo maior, reluz algo bom, ternura, vem de algum lugar inesperado, não sei explicar.
Cadência da música, me faz esperar, me leva a viajar sem barreiras, procurar um canto escondido para ser eu mesma...

|

Domingo, Maio 04, 2008

Depois de dois posts seguidos eu resolvi pensar, acho que vou sair de férias...
Isso não é um abandono da vida de blogueira, mas preciso pensar um pouco, tanta exposição pode afetar as coisas. Juro que não tinha noção disso, achei que estava apenas contando causos, falando de mim, mas a proporção das coisas me assusta um pouco...
Vou continuar por aqui, sempre visitarei os amigos que fiz, mas preciso desse tempo. Acho que as pessoas vão me entender...
Quando tudo passar, se acalmar, eu volto!!!

|

Sábado, Maio 03, 2008

Sobre Cicatrizes
O caminhar pela vida às vezes deixa cicatrizes, algumas perceptíveis, outras estão marcadas dentro da gente, mas ainda assim reais.
Eu tenho algumas cicatrizes, algumas eu já havia até esquecido que existiam, outras insistem em se fazer presentes, não importa o que aconteça.
Bom, mas quero falar mesmo de uma cicatriz em particular, dividir a história dela com aqueles que acompanham a minha vida...
Faz tempo, eu quase tinha me esquecido, ela fica no meu rosto, é um risco na minha bochecha, do lado direito, ela deve estar aí desde os meus três anos de idade e aconteceu num dia que minha mãe me trocava, eu pulava na cama, insistentemente, me lembro da felicidade daquele dia, era tudo tão simples.
Na minha ânsia de viver aquela experiência, de me sentir livre (parece que desde sempre essa é uma das minhas marcas) não dei ouvidos a ela e continuei pulando, sem parar, até que me desequilibrei e comecei a cair. Ela, desesperada, veio ao meu auxílio, à vontade de me proteger deve ter sido grande mesmo, porque no percurso entre o desequilíbrio e a queda ela arranhou meu rosto com a unha e a cicatriz perdura até hoje.
Para ser sincera, nem lembro muito dessa cicatriz, é algo que absorvi que considero fazendo parte de mim, ela se misturou a minha existência, carrego a marca como algo bom, mostra o imenso amor dela por mim, me traz o gosto bom da infância.
Penso que a minha postura em relação a essa marca defina muito quem sou não quero perder tempo lamentando os percalços da vida, tenho gana de viver, tudo tem que ser intenso, me entrego mesmo e procuro levar as coisas como sendo naturais.
Sabe, não é fácil assumir tal postura diante da vida, mas prefiro assim, não quero viver com medo da imensidão do mar azul, quero mergulhar, me envolver com as cores de tudo a minha volta, ainda que as escolhas sejam difíceis.
Afinal quem disse que ia ser fácil, nem de longe tenho essa pretensão, só espero que as marcas que ainda estão por vir sejam como a cicatriz na minha bochecha, se tornem naturais, me façam rir quando, um dia, alguém me fizer lembrá-las.

|

Sexta-feira, Maio 02, 2008

Dia desses alguém me disse que o amor afeta as pessoas de diversas maneiras, que às vezes a gente se descobre diferente daquilo que se imaginava por conta de estar amando alguém, ele chega sem pedir licença, gera um turbilhão de emoções, é algo inerente ao ser humano.
Essa música, em minha opinião, traduz bem isso, as formas como a gente pode ser afetado pelo amor, quão grandioso ele é, como acontece de mansinho, meio sem querer, sem a gente perceber e um dia se acorda com aquela sensação de borboletas no estômago, a mão sua frio, o coração dispara cada vez que o telefone toca e basta apenas uma pequena mudança na despedida para se ter certeza de que o amor está no ar. Simplesmente, o amor acontece...

Love Like That - Stew
I remember when I owned everything;
The sun, the moon, and the rain.
My domain;
Stretched all along the astro-plane.
Of cosmic Kansas to L.A.

The universe is a toy
In the mind of a boy.
Life is a movie too...
Staring you, your whole
family-cast and crew.
A little secret between
God and you.

And one day he whispered,
"Mother's love might seem insane.
It's cause she really knows
everything."
To bad it takes so long to see what
you've been missing.
Love like that cant be
Measured in any way.
And you know, love like that
cant be measured in any way.

Love is taken for granted
when you don't understand it;
since it came so easily.
It must be free- wish I would
have listened carefully when I
was (unintelligible) in my
Grandmas tree, when she was
Singing, "Mothers love might
Seem insane. Its cause she
Really knows everything."

To bad it takes so long to reveal
The whole admission. Love like that
Cant be measured in any way.
And you know, love like that cant be
Measured in any way.

Aint it strange how it all makes perfect
sense?
When your life is the evidence?
She needs to feel- how the love made
You more than real. It struts you up and
Fills your cup.

And if your singing "Mothers love might
Seem insane-
Its cause she really knows Everything."
Too bad it takes so long to reveal the whole Admission.

Love like that cant be
Measured in any way.
And you know, mothers love might
seem insane. Its cause she really
knows everything.

Candy wisdom in the way. In
Your lunch pail in your mind
You'll find-
Tastes like nothing in the world today. and you know love like that cant be measured in any way.

And you know love like that
cant be measured in any way.

And you know love like that
cant be measured in any way.

And you know love like that
cant be measured in any way.

And you know love like that
Cant be measured in any way.

|

Sábado, Março 01, 2008

Um dia perguntaram ao Oráculo


É possível saber quando tomamos uma atitude certa ou errada?
Existem situações tão óbvias que seja impossível enxergar que existe algo errado?
É mesmo verdade que pau que nasce torto nunca se endireita?
Quem trai uma vez vai fazer sempre?
Homens são todos iguais?
Mulheres são todas iguais?
Como saber o que você faria se isso acontecesse com você?
Será que eu perdoaria se acontecesse comigo?
Tenho mesmo que ter uma teoria para tudo que me perguntam?
Se eu me perguntar demais se devo fazer algo é melhor não fazer?
No meio disso tudo uma afirmação: O medo é natural.
Ou não?
Quando se escolhe isso, deixa-se aquilo?
Não se pode mesmo ter os dois?
A física quântica já inventou a máquina do tempo?
Vai dá para antever o futuro?
As escolhas ficarão mais fáceis assim?
...
Ainda vai ser um mergulho no escuro?
Certos desejos não devem mudar, eles alteram a ordem das coisas?
Dá para ser livre sempre?
Porque é tão difícil decidir?
Porque não se pode ter tudo?
A verdade é mesmo uma coisa boa?
E a mentira é uma coisa ruim?
A ignorância traz felicidade?
Dá para ser meio honesto?
Alguém é totalmente honesto?
A vida vai ser sempre essa incógnita?

Acho que ele ainda está pensando nas respostas. Tenho alguns palpites... E você vai se arriscar?

|

Sábado, Janeiro 12, 2008

RETROSPECTIVA 2007

Foi inevitável, dei uma espiada no que disse o ano passado, talvez na tentativa de ser coerente... Se é que isso é possível.

O sentimento do ano:
Acho que não dá pra dizer só um, foi um ano cheio de sentimentos, alguns bons, outros nem tanto.
Mais fica o sentimento de que valeu a pena!

O maior aprendizado:
Ainda preciso aprender a ser eu mesma, independentemente do que aconteça, só assim dá certo...

A maior conquista:
Nesse ano foram duas, sem dúvida.
A realização profissional e a defesa de tese do Luiz, nem acredito que acabou...

O que foi melhor:
O reconhecimento.

O que foi pior:
A falta de consideração.

Amizade Reais e Virtuais:
Nesse ano foram tantas...
A sempre, bem vinda, presença da minha querida Lid.
The Family Buscapé morando no meu coração.
Meu querido Dê, sempre querendo mandar em mim, tarefa difícil, mocinha desobediente.
Mary queridíssima.
No mundo virtual o aparecimento da querida Sam Joyce, dá-lhe Gilmore. Não podia faltar a fofíssima Yvonne com seus textos temáticos e cheios de sinceridade, muito bom!
Entre tanta gente boa preciso destacar o meu reencontro com Izabela, demais ter você do meu lado, compartilhar tanta coisa, redescobri meu amor pelo norte através dos seus olhos, amo muito tudo isso...

Música:
Podem rir, mas ouvi muita coisa pop e ando apaixonada pelo Justin Timberlake, Ne-yo, Mandy Moore, minha adolescência não quer ir embora... Bom demais!!!

Filme:
Bom, podia dizer Tropa de Elite, filme nacional maravilhoso, mas meu romantismo não me permite. Então o filme do ano foi um Amor pra Recordar (A Walk to Remember) não está em cartaz nos cinemas, mas é ótimo, recomendo.
Já ia esquecendo de um filme lindinho, ótimo para assistir com uma amiga especial (né Bela?) O amor não tira férias.

Uma ótima experiência
Entrar num avião, e não fugir antes da decolagem, ainda que estivesse em pânico foi maravilhoso superar meus limites.

A descoberta do ano:
"Tudo vale à pena quando a alma não é pequena”. (Fernando Pessoa)

A frase do ano:
"Descubra quem você é e faça disso um propósito" (Dolly Parton)

Um livro que quero ler:
A menina que roubava livros.

O tom de 2007:
Trabalho, satisfação, realização, conquistas e muito amor...

O que espero de 2008:
Alcançar as metas estabelecidas, ser ainda mais feliz!

|

Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

Três anos e meio depois...

“Em primeiro lugar quero agradecer a minha esposa, pelo amor, pela saudade. Vou te amar para sempre!!!”
Essas foram as palavras dedicadas a mim, pelo Luiz, ao final da sua defesa de tese de doutorado.
As lágrimas rolaram, pela primeira vez em 11 anos vi o Luiz chorar, foi emocionante em todos os aspectos, estarmos ali, rodeados pelos entes queridos, depois desses anos, a distância, foi a celebração de um momento extremamente especial das nossas vidas, a consolidação do nosso amor, eterno amor.
Construímos uma história maravilhosa, fomos peças fundamentais nos êxitos que alcançamos ao longo dessa caminhada juntos. Olho para frente e vislumbro um futuro ainda melhor, ao lado seu e da família que iremos construir.
Amor, já dizia o poeta, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.
Luiz valeu a pena cada momento ao seu lado nesse tempo, não foi fácil, mas o crescimento do nosso amor pode ser visto de longe... Vale à pena cada segundo que temos pela frente...
Parabéns para nós, afinal essa conquista tem muito da gente...
Parafraseando Vinicius:
Por toda minha vida eu vou te amar...

|

Domingo, Novembro 04, 2007



E não deu para matar a saudade...

Surpreendentemente estive em Belo Horizonte, muita correria, trabalho, tentando relaxar, descoberta de novos lugares, tudo uma delícia, mas ainda tenho saudade, ando nostálgica, com saudade das coisas, das pessoas, de um tempo que não volta, da pessoa que um dia sonhei ser.
Alguém já teve essa sensação? De ter perdido algo bom que nunca se viveu? Tenho essa impressão de vez em quando... Sempre quando se escolhe um caminho se deixa outra experiência para trás. Às vezes me pergunto como seria se tivesse feito medicina, se aquela idéia do colégio tivesse vingado, não seria a mesma Letícia, mas confesso que não faço idéia se seria bom ou ruim.
São idéias loucas que surgem na minha cabeça (a convivência com Bel me traz esses pensamentos, digamos, incomuns, ela me inspira a pensar mais, muito bom!), não quero me parecer com essas pessoas que reclamam da vida, que não estão satisfeita com o rumo das coisas, mas me atrai pensar nas possibilidades, em como teria sido, em quem teria me tornado se as escolhas tivessem sido outras. Será que sou muito doida, será que isso é desdenhar a vida boa que tenho, será que Deus pode achar que estou insatisfeita?
As conversas se repetem mesmo quando se faz novos amigos, será uma constante? As aflições me deixam impotente, com vontade de dizer tchau e partir para outras coisas, mas desistir não é algo que sei fazer muito bem, sempre vai ficar a sensação de fracasso e lidar com isso ainda é difícil.
Quando os assuntos são muitos tenho dificuldade em escrever, quero contar um pouco de casa coisa e acabo me perdendo na profusão de idéias. Geralmente quando isso acontece meus textos são desconexos, dizem muito, mas ao mesmo tempo se depreende muito pouco daquilo que realmente importa.
Esse post, por exemplo, poucos terão idéia de sua profundidade, mas para mim ele é libertador, diz exatamente tudo aquilo que preciso todas as coisas que guardo escondidas no fundo do baú.
E ainda assim, indo rápido, chegando depressa, sinto saudades...

|

Domingo, Setembro 16, 2007

Saudades de Beagá...
Dia desses, conversando com o Filipe (Makoto), fiz meu roteiro predileto de Beagá, foi aí que percebi minha saudade, ela está grande... Então divido o momento com vocês, para saberem como amo aquele lugar!!!
O meu lugar predileto para caminhar, assim sem destino, é a Rua Alfredo Balena e suas imediações. Lá existem árvores frondosas, um clima agradável, sempre fresquinho, mesmo nos dias de mais calor. Gosto de entrar nas alamedas que existem naquela região, conhecida como hospitalar por abrigar o Hospital das Clínicas e o João XXIII. Imagino que para quem se recupera a atmosfera dali contribuiu muito.
Ainda falando das alamedas... Nos domingos uma delas (não me recordo o nome) abriga uma feira de comidas, é uma delícia, quando morava no pensionato, esquina com Brasil de um lado e Carandaí do outro, sempre me deliciava naquele lugar, pelo menos um dia na semana me livrava daquela comida ruim que as freiras faziam. Ai que saudade... Bons tempos aqueles!!!
Outro ponto predileto é o Bairro Floresta, meu sonho de consumo, se um dia voltar a morar na capital quero pousar naquelas paragens, ambiente agradável, bairro antigo, tradicional, por lá ando ao léu, sem lenço nem documento.
Em Santa Tereza também é muito gostoso, olho para os lados e tenho certeza que Beagá é uma roça grande, a gente cumprimenta as pessoas nas ruas, conversa com os vizinhos.
Dos pontos tradicionais, amo visitar a Praça do Papa, ver o horizonte escondido por tanta beleza, passear pelo Parque das Mangabeiras, ir a Rua do Amendoim observar os carros subirem a ladeira – segundo o Filipe trata-se apenas de uma ilusão de óticas, mas prefiro acreditar que a ladeira teve pena dos carros e se curvou para que eles subam.
Falando em natureza outro lugar que vale a pena é o Parque Municipal, em plena Avenida Afonso Pena, no centro nervoso de Beagá, quando se entra lá a poluição e o barulho parecem ficar de fora, a gente pode ouvir o som dos pássaros e até do próprio silêncio. Existe um parquinho para as crianças brincarem, vale dizer que os brinquedos são do meu tempo criança (que foi outro dia, diga-se de passagem), tem um pedalinho para passear no lago, definitivamente, é um lugar muito agradável que me remete a infância.
Ao lado do parque temos o Palácio das Artes que sempre abriga exposições, peças de teatro e musicais maravilhosos, com certeza, parada obrigatória para quem vai a Beagá ou mesmo para os que moram lá.
Para completar o passeio não poderia faltar uma visita a Praça da Liberdade, lugar onde sempre parece ser primavera, cercada de uma arquitetura esplêndida, lugar onde o mineiro descansa.

|

Terça-feira, Agosto 28, 2007

Enfim, dei um tempo na correria e resolvi escrever, estava com saudade daqui...
O trabalho tem consumido grande parte do meu tempo e pensamentos (isso não é uma reclamação), como não quero e não devo expor detalhes da minha vida profissional aqui não estava encontrando inspiração para escrever.
Eu sou uma pessoa bem inventiva, adoro criar expressões que são só minhas, as quais apenas eu sei o significado, acho que assim me sinto mais dona da minha própria história.
“Flopt” é a expressão do momento, essa é a maneira como me autodenomino.
No meu dicionário Flopt significa ser uma Patricinha gente boa, sem muita frescura (um pouco as flopts sempre têm, afinal Patricinha que se preze tem alguma frescura).
Nós Flopts somos muito felizes, fazemos aquilo que queremos, vivemos a nossa vida procurando não agredir ninguém, respeitando tudo e todos, mas não somos em nada água com açúcar, temos personalidade forte, somos decididas. Nossa paciência é grande, mas tem limites, portanto, não convém abusar, pois quando uma Flopt fica brava sai de baixo.
Para as Flopts a cor rosa significa muito mais que uma cor fashion, inspira a nossa feminilidade aguçada, a nossa delicadeza, sensibilidade. Não chegamos a andar com tudo rosa, mas procuramos simbolizar essa nossa característica em algumas marcas que demonstram a nossa exclusividade.
Acabei de adquirir a minha marca Flopt, para tanto desliguei os botões que se importam com a opinião alheia e comprei um notebook rosa, lindo, pequenino, parecido com aqueles de brinquedo, o nome dele é Petit Gateau.
É claro que observei detalhes técnicos para efetuar a compra, afinal as Flopts não são pessoas fúteis, mas quando vi o meu Petit tive certeza que formaríamos uma bela dupla.
Por isso eu sempre digo, Sou Única, Sou Flopt!!!
E você?

|

Quarta-feira, Agosto 01, 2007

Ainda que eu precise me conter...Uma pitada de sabedoria popular pode dizer muita coisa
“Quem conta um conto aumenta um ponto”.
“Para bom entendedor meia palavra basta”.

|

Sábado, Julho 07, 2007

VISITANDO BRASÍLIA

Já faz quase um mês que não escrevo, no começo foi a falta de tempo, a correria, agora é a falta de inspiração.
Sabe quando se tem muito a dizer, vários assuntos na cabeça, mas aquela sintonia não acontece? Tem sido assim comigo, mas estava com tanta saudade que resolvi escrever assim mesmo, portanto me perdoem se o post não for dos melhores.
Essa semana estive em Brasília, fui acompanhar um processo, cidade organizada, cheia de setores, vias rápidas, pressa sempre.
Tive uma impressão estranha da cidade, confesso não ter gostado muito, achei o lugar sem alma, em Brasília as pessoas não andam pelas ruas, é tudo muito longe e a locomoção acontece de carro, ônibus ou pelo metrô. Causou estranheza aquelas avenidas largas onde todo mundo passa correndo de carro. Em Brasília a faixa de pedestre é sagrada e parece que é só, onde não há faixa se corre um grande risco de morrer atropelado, se tem pressa ali.
Em Brasília tem advogado que não sabe o significado da sigla CND (Certidão Negativa de Débitos), muito menos que o prazo do agravo é de 10 dias, tão pouco a diferença entre agravo retido e de instrumento. O mesmo nobre colega se agarrou no terno de outro advogado e pediu para que ele redigisse sua petição, coisas inusitadas presenciadas enquanto esperava a cópia do processo na sala da OAB.
As pessoas são muito educadas, gentis e prestativas. Em Brasília os serventuários da justiça são extremamente dedicados e procuram ajudar advogados que vem de longe para resolver problemas. Ali o estereotipo do mau funcionário público não existe, isso me deixou muito contente.
Venta frio em Brasília, ainda que o sol brilhe o dia inteiro. O clima é seco, chega doer à garganta.
A arquitetura da cidade é linda, mas sempre parece muito distante das pessoas. A ponte sobre o Lago Paranoá é magnífica, me senti cruzando o céu sob os belos arcos que a sustentam. As margens do Lago moram os abastados, gente muito, muito, rica, casas lindas, muros baixos, sem cerca elétrica e vários seguranças.
Disseram-me que as quintas a cidade fica vazia, ainda bem que logo pela manhã peguei o caminho de volta para casa e não contemplei o Planalto vazio...

|

Domingo, Junho 10, 2007

GRUPO CORPO



Fonte Site EMVIDEO

Um passeio cultural
Penso que me acostumei a admirar a vida de quem mora em grandes cidades e sabe aproveitar as oportunidades culturais. Costumo ler em alguns blogs amigos as estórias de passeios a museus, a exposições de arte, as idas ao teatro, isso tudo me fascina, sem falar nos livros que as pessoas lêem, elas parecem sempre tão cultas, com uma vida tão interessante.
Os meus textos, geralmente, retratam a minha vida, aquilo que gosto de fazer e, confesso que lendo as coisas que escrevo não vejo nada demais, não me considero alguém tão interessante assim.
Bom, mas não é disso que quero falar, pelo menos não exatamente do quanto sou, ou deixo de ser interessante.
É que dia desses descobri que a mania de reclamar do marasmo da cidade pequena também me alcançou - e olha que gosto do interior, adoro essa vida mais calma, ainda que não dispense uma visita a capital de vez em quando - vivo dizendo que aqui nada acontece, que a vida cultural é praticamente nula, não existem bons teatros, não acontecem bons musicais, blábláblá...
Ocorre que no começo de junho um amigo convidou a mim e ao Luiz para irmos a uma apresentação de dança, "vamos Letícia, é um grupo de Belo Horizonte, nunca vi, mas dizem que é ótimo super famoso", coisa e tal. Então acabei falando com o Luiz, meio sem querer, só por conta da boa insistência do amigo, compramos o ingresso na sexta-feira, um dia antes da apresentação.
No sábado bateu aquela preguiça e, por pouco, acabo desistindo, no fim das contas fomos...
Quando chegamos ao ginásio (o único detalhe ruim desse passeio) nos entregam o roteiro do espetáculo, O Grupo Corpo iria apresentar dois números, Parabelo e Lecuona.
De cara Luiz já me disse, se tivesse falado que se tratava do Grupo Corpo... Eles são demais, super conhecidos, etc e tal...
Na minha santa ignorância já tinha ouvido falar desse grupo, mas não tinha a menor noção de como eles eram bons (ou melhor, são bons).
Resumo da estória, a apresentação foi simplesmente maravilhosa, fiquei praticamente duas horas atônita com tanta beleza.
O grupo corpo tem influências do balé clássico com uma mistura de um ritmo contemporâneo que não sei precisar qual seja só sei que no final tudo fica muito lindo e extremamente harmonioso.
A experiência foi maravilhosa (tirando a parte de ficar sentada numa arquibancada péssima. Tudo bem... Sou preguiçosa e reclamo demais, mas no quesito casa de show o interior ainda precisa melhorar muito) estou até agora embasbacada com tanta beleza, com tanta leveza, com os corpos belíssimos dos bailarinos e bailarinas e com as coisas que interessantes que também acontecem nas cidades pequenas.

Moral da estória: No interior as oportunidades são mais limitadas, mas é preciso saber aproveitar quando elas aparecem. Quem sabe assim a vida fica um pouco mais interessante!

|

Sábado, Junho 09, 2007

Por enquanto esse é o novo layout, como se percebe ele ainda precisa de alguns ajustes, eu preciso encontrar alguém que entenda direito desse negócio para me ajudar...
Volto logo com as novas, ou talvez, nem tão novas assim!!!!

|

Esse blog está em construção...
Nos desculpe pelo transtorno, em breve voltaremos com um lay novinho.
HEHEHE
Estou por aqui, brincando de brincar com o lay...

|

Quarta-feira, Maio 16, 2007


Ultimamente tenho sofrido pelo fim das minhas séries preferidas.
A primeira foi Everwood que contava a história de um renomado neurocirurgião de Nova York que depois de perder a esposa num terrível acidente se mudava com os filhos para uma cidadezinha no meio das montanhas geladas no Colorado.
O cenário era simplesmente maravilhoso e durante algumas temporadas convivi com os dramas dos personagens...
O Dr. Andy Brow não se encontrava em suas relações amorosas, procurava por situações destrutivas e não percebia que a segurança do grande amor era sua vizinha Nina, claro que ele se deu conta disso quando ela começou a namorar o também médico Jake, vindo de Los Angeles para curar seu vício em medicamentos.
A relação com os filhos era tormentosa, as crianças não entendiam porque suas vidas haviam mudado tão radicalmente. Ephram, o filho mais velho, um promissor pianista com pretensões de estudar em Juliard, era o mais revoltado, o garoto queria sua vida de volta, eles tiveram muitas brigas. A mais importante foi quando Ephram descobriu que seu pai não lhe contou que sua primeira namorada, Madson, ficou grávida, a criança acabou sendo colocada para adoção e o garoto só descobre algumas temporadas depois.
Delia a filha mais nova era uma menina doce que também viveu alguns tormentos durante a adolescência, mas acabou se encontrando com ajuda e amor da família, afinal, depois de 4 temporadas o Dr. Brow aprendeu, evolui e pôde ajudar os filhos e a si próprio.
Outra família interessante eram os Abbots. O Dr. Abbot médico de família, que havia vivido toda sua vida em Everwood se sentiu intimidado ao saber que o grande neurocirurgião estava em sua cidade e ainda por cima atendendo de graça como médico de família, por algumas temporadas a relação dos dois foi difícil, mas eles acabaram se tornando grandes amigos.
Rose era a mulher do Dr. Aboot, ela era prefeita da cidade e ainda conseguia fazer as três refeições da família, a vida dela vira de ponta a cabeça com a descoberta do câncer.
Brigth e Amy eram os filhos do casal Aboot.
Brigth, irmão mais velho de Amy, era o tipo estúpido, que só iria para faculdade pelas habilidades nos esportes, mas é claro que ele se regenera ao encontrar o amor de Hannah.
Amy era a garota popular, que namorava Colin, um cara popular, que sofre um terrível acidente e fica em coma por vários meses, com a chegada do Dr. Brow a garota se enche de esperança, afinal a fama do médico era algo impressionante. A operação é sucesso, mas quando Colin sai do coma encontra uma namorada confusa e talvez apaixonada por Ephram Brow. Colin acaba morrendo e Amy entra numa profunda depressão.
Depois de muitas idas e vindas ela e Ephram acabam juntos no final.

Como se pode notar a série é bastante clichê, mas isso é o de menos para mim, porque costumo gostar de clichês, o que mais impressiona é que esses personagens ainda fazem parte do meu imaginário, para mim existe um lugar chamado Everwood onde vivem essas pessoas, é como se a serie tivesse acabado, mas eles continuassem lá, vivendo suas vidas, meio como show de Thruman, sabe?!
Talvez por isso eu fique profundamente triste com o fim e não me importe de ver as reprises, procuro ali pistas de como está a vida dessas pessoas, fora que sinto saudades e rever a série é uma forma de amenizar esse sentimento.
Será que sou louca?! Acho que não, quem sabe um pouco boba... De qualquer forma isso não importa...

Ah, comecei falando que duas séries que gosto acabaram ou estão quase lá, a segunda é Gilmore Gilrs, eu adoraria falar da Lorelai e da Rory, mas pensei melhor e vou deixar isso para outro momento, até porque o episódio final ainda não aconteceu e como não tenho tido tempo de assistir não sei como estão os rumos das coisas. Ok?!

|

Sexta-feira, Março 30, 2007


Quase todos os anos eu comprava agenda, quando não ganhava alguma de brinde, geralmente ela chegava limpinha em dezembro, aquilo me deixava triste, com a sensação de que o ano havia passado em branco...
Esse ano não precisei comprar, ganhei uma da minha querida Hélida, fiquei muito feliz, afinal com o início da vida profissional pareciam grandes as chances dela chegar mais "escrita" no fim do ano.
A previsão estava certa, a agenda ofertada com tanto carinho, já está repleta de compromissos, com vários lembretes, cheia de anotações, listas de coisas importantes, é engraçado o significado dessa agenda, para mim ela representa a concretização de vários sonhos que sempre busquei com determinação.
O motivo do meu sumiço é minha agenda, lotada, graças a Deus e a outros anjos que existem na minha vida, estou trabalhando muito, nunca estive tão feliz, não consigo nem imaginar a vida sem trabalho, sem luta, sem esforço, me sinto dignificada.
Espero não desaparecer, sempre que puder estarei aqui, pois, a vida de blogueira me fascina, adoro contar meus causos, ouvir (ou ler) outros tantos, me sinto parte da vida de um monte de gente e vocês são parte da minha, amo muito tudo isso...
Obrigada Sagrado Coração de Jesus por ser vivo em mim!!!!!!!

|

Quarta-feira, Março 14, 2007


A vida é uma caixinha de surpresa.
A minha, tem sido uma caixinha repleta de maravilhosas surpresas.
Cada vez mais tenho percebido que os planos são importantes, mas não posso ser escrava deles, afinal a vida, às vezes, pode me levar para direções das quais nunca imaginei.
Isso está acontecendo comigo nesse momento e para minha alegria a experiência está sendo fantástica. Estou me sentindo extremamente plena e completa, a felicidade me deu a mão...
A minha ausência no blog é justificável, infelizmente, por enquanto, não posso dar maiores detalhes, mas garanto que estou muito bem e com muitas saudades dessa vida de blogueira, prometo voltar em breve com todas as novidades.

|

Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007

POR FALAR EM FILMES ANTIGOS...



Na lista dos meus filmes favoritos Casablanca tem um lugar de destaque...

Em plena segunda guerra mundial a rota para aqueles que desejavam fugir dos nazistas era a cidade de Casablanca, no Marrocos governando pela França.
É nesse cenário que Rick(Humphrey Bogart) e Ilsa (Ingrid Bergman) se reencontram e relembram seu tórrido romance vivido em Paris, mas algo torna a continuidade desse amor impossível. Ilsa está no Marrocos com seu marido, o herói Victor Laszlo (Paul Henreid), tentando fugir para a América, o casal precisa dos passes livres que estão em poder de Rick.
A história se desenrola através de flashback, os amantes revivem os dias de paixão em Paris que terminam quando Ilsa abandona Rick na estação, ele sem nada entender vai para Casablanca e se torna dono do Rick´s Bar, local onde, mais tarde, reencontra seu grande amor.
Uma das cenas antológicas do filme ocorre quando Ilsa reconhece Sam (Dooley Wilson), o pianista, e pede que ele toque o tema que embalou o romance entre ela e Rick:
- Play it, Sam
Nesse instante o pianista toca a música A Time Goes By (Letra e Música de Herman Hupfield)

You must remember this,
A kiss is still a kiss,
A sigh is just a sigh;
The fundamental things
[apply

As time goes by.
And when two lovers woo,
They still say, "I love you ",
0n that you can rely;
No manter what lhe future
[brings
As time goes by.

Moonlight and love songs,
[never out of date,
Hearts full of passion,
jealousy and hate;
Woman needs man, and
man must have his mate,
That no one can deny.

lt's still lhe same old story
A fight for lave and glory,
A case of do or die
The world will always
[welcome lovers
As time goes by.


A história guarda um romantismo incomum e suas falas são perfeitas, apesar disso o amor entre Rick e Ilsa não tem um final feliz, no aeroporto os amantes são obrigados a se despedir, numa decisão crucial Rick não vê outra saída para proteger a amada, senão embarca-la com o marido. Nesse momento outra frase marcante é dita pela personagem de Ingrid:
- E nós, Rick?
Ele responde, no alto da sua integridade:
- Nós sempre teremos Paris.

|

Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007



Não sei explicar meu fascínio por filmes antigos, mas confesso que, alguns deles me emocionam e tem um lugar todo especial no meu coração, desbancando, inclusive, produções atuais.
O Mágico de Oz é, de longe, o meu favorito. Considerada uma ótima história infantil o filme tem alguns significados muito profundos que geralmente passam despercebidos.
O espantalho quer um cérebro (todos sabem a importância de raciocinar). O leão quer coragem (ninguém gosta de passar medo). O homem de lata quer um coração (fonte de nossos sentimentos).
Os personagens estão atrás de coisas extremamente importantes em nossas vidas, e que muitas vezes são a causa de nossos problemas. Porém, no fim do filme o mágico mostra a cada um deles que as qualidades almejadas sempre estiveram presentes, mas eles só não perceberam por estarem muito ligados em coisas materiais (como um próprio cérebro, um próprio coração e uma medalha de coragem).
Na última cena do filme Dorothy descobre que os três personagens eram pessoas normais nos levando a refletir sobre nós mesmos. Como no verso de Us and Them: "and after all we´re only ordinary man" - Tradução: e depois de tudo, somos apenas homens comuns.

|

Terça-feira, Janeiro 09, 2007

RETROSPECTIVA 2006

O ano que passou começou complicado, os estudos para passar na prova da OAB consumiram, praticamente, seis meses, azar de quem conviveu comigo esse tempo, acho que fiquei mais chata do que o normal.
Depois do alívio da aprovação veio o suplício para receber a bendita carteira,estava tão ansiosa que dois meses pareceram uma eternidade.
Enfim saiu o número e comecei a me movimentar para começar a trabalhar, as dúvidas eram maiores que as certezas, e nesse tempo achei quem encorajasse e gente que não aprovavasse minha decisão, fiquei confusa e insegura, foi difícil escolher um caminho.
Graças a Deus eu tenho sorte, pois várias eram as possibilidades e todas elas passíveis de voltar atrás, o mais importante era contar com o apoio do Luiz, ele me deu forças em todos os momentos.
Depois de tentar uma parceria num escritório, aprender muita coisa, me senti segura para alçar vôo sozinha, percebi que, apesar das dificuldades de qualquer começo de carreira, tenho um suporte fantástico, pessoas que me auxiliarão sempre e, por isso, me senti mais tranqüila para atuar só.
Agora estou reorganizando a vida e começando uma nova fase, cheia de esperança, rodeada pelos que me amam e muito feliz com as graças que tenho recebido do céu.

O sentimento do ano:
Gratidão.

O maior aprendizado:
Ouvir as pessoas que me amam, sempre.

A maior conquista:
Ter o Luiz aqui comigo.

O que foi melhor:
Receber um abraço apertado depois do susto.

A advocacia:
Algo que sempre quis fazer, quase me perdi no caminho, mas eu cheguei até aqui e não pretendo parar, quero ir mais longe. Minha alma ainda se inquieta com o futuro, mas estou certa do caminho.

A pós-graduação:
Um lugar de encontros e reencontros, aprendizado de coisas novas, fascinantes, uma visão nova do direito, uma satisfação incrível, no entanto, não vejo a hora de acabar... Já sinto saudades!!!

Amizades:
O mais gostoso é sentir renovado um sentimento já existente, esse foi o tom da amizade esse ano, as verdadeiras permaneceram, mesmo com o fim da faculdade. Algumas novas surgiram, mas foram fulgazes, ainda assim, especiais.

Música:
Nada me ocorre agora, vários foram os temas desse ano, provavelmente nenhum marcante que tenha se eternizado na minha memória.

Filme:
A casa do Lago, esse filme mostra que o amor verdadeiro pode esperar e durar diante das adversidades da vida.

Uma ótima experiência:
Auxiliar Talita a aplicar uma prova na faculdade, foi um momento incrível, ouvir os alunos me chamando de professora foi maravilhoso. Pude ter o gostinho do que é ser professor, uma profissão que vou buscar com afinco nesse ano novo.

A descoberta do ano:
Estudar filosofia pode ser mais interessante do que eu imaginava, estou encantada com tudo que li e com muita vontade de conhecer mais.

Uma alegria:
O artigo do Luiz foi aceito para ser publicado, esse é um passo importante na defesa da tese, ver a tranqüilidade nos olhos deles foi uma grande alegria.

Uma escritora:
Clarice Lispector. Aprendi a amar os seus escritos, e como já disse antes, nesse ano que passou, ninguém descreveu tão bem meus sentimentos como ela.

Uma lição:
Valorizar o que realmente importa, porque o resto perece.

O tom de 2006:
Felicidade.

|

Sexta-feira, Dezembro 29, 2006



Para você, quando começa um ano novo?

Dia desses assistindo ao National Geographic descobri que grande parte da população mundial não comemora o Ano Novo no dia 31 de dezembro, os chineses celebram a data em fevereiro, já os judeus em setembro, os mulçumanos em julho e os hindus em novembro. Cada povo tem seu próprio calendário, e quem comemora a passagem de ano no dia 31 se filia a tradição cristã.
O assunto me chamou tanto a atenção que pesquisei um pouco e percebi que essa história de calendário é muito complicada, existem teorias sobre a fidelidade das datas, qual é o certo e o errado...
Enfim, deixando as controvérsias de lado eu sou daquelas que ama o ritual em que se comemora a chegada de um novo ano - e respondendo a pergunta, para mim o ano começa no dia 01 de janeiro e as comemorações se iniciam na véspera - sinto minhas esperanças sendo renovadas, o início de uma vida nova onde um leque de possibilidades se abre; quem inventou o calendário, seja de que tradição for teve uma grande idéia.
O meu reveillon vai ser com a família, eu e Luiz viajaremos hoje (29/12) para Januária, estou ansiosa para rever os entes queridos e comemorar, ao lado deles, a chegada de um novo ano.
A todos, desejo um 2007 cheio de saúde e paz, afinal, do resto à gente corre atrás!!!!
Boas Festas!!!!!

|

Sexta-feira, Dezembro 22, 2006


O Natal chegou, eu e Luiz decidimos ficar aqui, vai ser nossa primeira ceia depois de casados, afinal, todos os anos íamos para Januária. A viagem para ver a família ficou para o ano novo...
A minha ceia será tradicional, teremos pernil com farofa, até pensei em fazer um peixe, mas como não sou especialista tive medo de arriscar e acabar estragando o momento. Os preparativos já começaram, o pernil está na geladeira, numa marinada que parece estar sensacional, sem falsa modéstia.
Bom, deixando os ¿comes e bebes¿ um pouco de lado, devo dizer como amo o Natal, para mim é uma data muito especial, em que me sinto mais feliz, afinal comemorar o nascimento de Jesus é algo incrivelmente maravilhoso, realmente Jesus foi a grande dádiva da humanidade.
Esse Natal, em particular, está sendo ainda mais mágico, algumas mudanças estão acontecendo (coisas que, infelizmente, não posso contar ainda) tudo tem acontecido de forma tão boa, que não posso deixar de pensar que o espírito do Natal invadiu as nossas vidas e que Jesus está ao meu lado operando um de seus milagres.
Não que antes Ele estivesse longe de mim, mas estava tão concentrada em outras coisas, não me permitia senti-lo em minha vida, pena que as palavras não conseguem descrever a minha alegria, a paz que estou sentindo agora e a certeza de que tudo vai continuar dando certo.
Enfim, só posso desejar um Feliz Natal, espero que a esperança invada a vida de todas as pessoas, pois é muito importante acreditar no valor de estar vivo, crer que toda experiência é válida e capaz de transformar o nosso ser.
A todos Boas Festas!!!!!

|

Quarta-feira, Novembro 29, 2006

Ninguém diz tão bem o que sinto quanto Clarice Lispector, dia desses vi uma entrevista dela, nossa, me pareceu tão soturna e ao mesmo tempo tão brilhante, fiquei ainda mais fascinada por ela.
Clarice é uma escritora que escreve "difícil", seus textos costumam ser profundos e algumas de suas frases são extremamente cruéis, mas não uma crueldade gratuita, dirigida a qualquer um, ela era especialmente cruel consiga mesma, sinto que se torturava de uma maneira sobre-humana.
Não sou masoquista, nem vejo graça em auto flagelamento, mas acho extremamente fascinante a forma como Clarice se expressa (digo no presente porque sinto que as palavras são eternas), no fundo penso que, vez ou outra, a maioria das pessoas passa por situações parecidas, ocasiões em que nos sentimos culpados, justamente, porque não fazemos nada a respeito da vida, porque achamos que, simplesmente, estamos nos deixando levar; Ou pior, nos sentimos mal porque sempre pensamos demais, gastamos tanto tempo planejando a forma de viver que perdermos o sabor de estar vivo.
Creio que Clarice encontrava na escrita uma forma de escapar dessa ambigüidade que cerca muitos de nós, sem ter a pretensão de me comparar a ela também encontrei na escrita uma válvula de escape, escrevo a esmo, sem me preocupar com a forma, sinto que solto minhas bruxas...

Meu Deus...
Toda essa história de Clarice, da forma melancólica de encarar a vida, quem estiver lendo já deve estar até preocupado comigo. Mais não é preciso, apenas estou numa fase pensante demais, acho que é por conta do aniversário, os anos estão passando e acho natural parar um pouco, avaliar a vida, o que fiz até agora e o que ainda quero fazer, dá um pouco de trabalho, me sinto absorta em meus pensamentos, mas posso garantir que é apenas uma fase, que vai passar e, por ventura, poderá aparecer de novo, mas nada que precise de alarde...
Escrever ajuda, ainda que eu não diga tudo, ainda que eu não diga nada do que realmente pretendia, é assim que me distraio.

|

Domingo, Novembro 05, 2006

Cabelos Vermelhos

Lá estava eu esperando...
De repente, eis que chega ela, cabelos com mechas vermelhas, de longe se notava a diferença.
Sim, ela havia mudado muito. Será o poder dos cabelos vermelhos?
Um longo abraço, um sorriso farto como de costume, eu podia sentir a diferença no ar, e agora mais de perto, o cabelo vermelho parecia secundário, não podia ser ele responsável pela mudança.
Alguns anos se passaram desde o nosso último encontro, no entanto, a conversa fluiu como se retomássemos um assunto começado a poucos minutos. A amizade permanecia forte.
Então, eu continuava me perguntando, o que havia mudado, a diferença era tão nítida, tão visível a olho nu.
Com as palavras e gestos pude entender, uma nova mulher havia nascido. Ela, no frescor da tenra idade, estava encantada pela vida, aliás, o milagre da vida logo acordou, e foi nesse momento que também pude beber na fonte de todas as mudanças e compreender a beleza dos cabelos vermelhos.

|

Quarta-feira, Outubro 04, 2006

Atualizar o perfil foi o máximo que a inspiração vinha me permitindo. Já fazia algumas semanas que tentava escrever e não conseguia, sentava em frente ao computador e não encontrava as palavras.
Hoje resolvi mudar a tática e voltei ao papel e caneta... Parece que deu certo, as coisas começaram a fluir.
As últimas semanas foram cheias, estive às voltas com o novo escritório, com a seleção para o mestrado, a pós-graduação, eleições... Era tanta coisa que minha inspiração sumiu, era difícil escolher um assunto ou falar de tudo, estava muito ansiosa para pensar no que escrever.
Enfim, tudo vai se normalizando...

Alguns detalhes dos últimos dias

O Escritório
Estabeleci uma parceria com a Dra. Sandra, estou muito feliz, finalmente, na semana que vem, estarei atendendo no meu escritório. O sonho de me tornar uma boa advogada começa a se realizar, o primeiro passo foi dado, agora só depende de mim, tem sido uma experiência maravilhosa.

Mestrado
Estou inscrita no mestrado, o resultado ainda não saiu, mas estou animada e espero que aconteça, pois a aprovação ajudaria a realizar outro sonho, o de ser professora.

Pós-Graduação
A pós vai bem, mas às vezes fico cansada, semana que vem tenho aula de novo...

Eleições
As eleições me surpreenderam, não foi a surpresa que eu esperava, mas ao menos parece que as pessoas começaram a ver o óbvio (A CORRUPÇÃO DO GOVERNO LULA). Agora quero ver sua "Alteza" faltar aos debates...

E vamos caminhando!!!

|

Quarta-feira, Setembro 13, 2006

ABANDONO?!
Calma pessoas, não vou abandonar o navio, ando sem inspiração, por isso o sumiço.
Quando ela (a inspiração) voltar eu conto as novidades.

|

Sábado, Agosto 05, 2006

RESUMO DAS MINHAS "FÉRIAS"

Quando a gente termina a faculdade e ainda não começou a trabalhar é possível gozar férias?!

Família é a melhor coisa do mundo, desde que esteja numa fotografia. Essa frase não é minha, mas ultimamente tenho concordado bastante com ela.

Um lugar decadente pode ficar decente quando se está em boa companhia.

Depois de tudo, voltar para casa é o melhor presente.

|

Quinta-feira, Junho 29, 2006


Então...
Passei na OAB, agora posso dizer que sou advogada.
Essa coisa de ser recém formada é mais complicada do que eu podia imaginar, sem a OAB a gente não pode fazer nada, mas ter a carteira não é garantia de sucesso.
Enfim, estou feliz, mas não tiro meu pé do chão, sei que as coisas não serão fáceis e preciso tomar as decisões com calma para não me arrepender.
Agora é correr atrás dos sonhos e buscar a realização profissional.
No momento, é isso que se apresenta...

|

Domingo, Junho 18, 2006


Foto Globo.com

Antes de falar de futebol preciso lamentar a morte do nosso querido Bussunda, uma grande perda para o humor brasileiro, sem dúvida, mas principalmente para a família e amigos a quem presto meus sentimentos.

A minha análise da Copa
A copa começou e até agora o quadrado mágico não funcionou. Ronaldo parece ter acordado nesse segundo jogo, mas ainda não mostrou eficiência, a seleção tem qualidade individual, mas nem de longe se comporta como um time de verdade, dá aflição ver os jogadores querendo decidir o jogo sozinhos.
Não sou expert em futebol, mas tenho a sensação de que eles estão cansados, sem fôlego, esperando um lance perfeito na cara do gol, algo que não requeira muito esforço.
Robinho entrou animado, mas ficou complicado, ele não tinha apoio e ficava meio perdido com a bola. A entrada de Fred, no final do segundo tempo, possibilitou a construção de uma bela jogada que culminou com o segundo gol.
Então me pergunto, é com esse time que o Brasil pensa em alcançar o hexa campeonato? Até agora enfrentamos seleções muito ruins, a falta de habilidade das outras equipes tem contribuindo para o sucesso da seleção brasileira. Mas numa copa do mundo onde o preparo físico aparece como grande destaque não podemos contar com a sorte o tempo inteiro, nesse ritmo seremos atropelados por seleções com melhor qualidade física, capazes de marcar gols.
Diante disso o que fazer?
Disse e repito, não entendo muito de futebol, mas como todo brasileiro me sinto no direito de palpitar, e se pudesse dar um conselho ao Parreira diria para apostar em Juninho Pernambuco que é um ótimo armador (coisa que Ronaldinho Gaúcho não sabe fazer) e usaria o Fred desde o início da partida. Dados lançados, agora é esperar o Japão.

|

Terça-feira, Maio 30, 2006

Algumas coisas eu senti, outras queria ter sentido, misturo tudo e escrevo...

Essa frase defina minha fase aqui no blog, tem coisas que refletem meus sentimentos, meu estado de espírito, outras tantas eu simplesmente escrevi, seja porque deu vontade ou por um motivo qualquer.
Há um tempo conheci uma leitora do blog, ela me perguntou se eu não achava estranho o fato dela me conhecer e eu não saber, até aquele momento, da sua existência (tratava-se de uma leitora anônima), pensei um pouco, e respondi que não via as coisas dessa maneira, pois, na verdade, os textos, ainda quando pareciam tirados de diário, poderiam não revelar com clareza quem sou eu.
Engraçado mesmo é perceber que algumas pessoas julgam me conhecer e, não as culpo por isso. Ao compartilhar os meus textos estou sujeita a esse tipo de conclusão, entendo ser perfeitamente compreensível e, na verdade, acho maravilhoso, ainda que traga certo desconforto.
Para mim é formidável ter alguém que se identifica com meus escritos e que, de certa forma faz parte da minha existência, mesmo que se mantenha no anonimato.

|

Sexta-feira, Maio 05, 2006

Dias que me lembram coisas.
Pessoas que me lembram certos dias.
Saudade de algo que nunca aconteceu.
Vontade de que chegue logo.
Memórias que insistem em aparecer.
Sensações que nunca se apagam.
Música que me leva para longe.
Situações que fazem recordar um cheiro, um gosto, um choro.
Melancolia, amiga minha.

|

Terça-feira, Abril 25, 2006



"Carpe Diem" quer dizer "colha o dia". Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente. (Rubem Alves)

Difícil... Ela olha para trás, lembra-se do tempo de criança, era feliz e não sabia, sempre costuma dizer. Ávida pela idade adulta, poder ficar na sala e ouvir as conversas dos adultos, abandonar de vez aquela boneca, ser dona do seu nariz, fazer tudo que tivesse vontade.
Aconteceu, agora ela pode ficar na sala, mas a conversa não lhe parece tão interessante, com a boneca não pode mais ficar, vai parecer ridícula, quer um tênis com pisca-pisca, mas será taxada de maluca, projeta sua vida, faz mil planos, não tem tempo para as coisas menores, tem muito a fazer...
Felicidade? Quem sabe depois que fizer o doutorado ou tiver aquele emprego espetacular, tiver filhos, uma casa para morar, um marido para cuidar.
Não pode se preocupar com essa coisa de ser feliz, tem muito a fazer, talvez amanhã ou depois de amanhã, no mais tardar ano que vem, caso não apareça nada mais importante, ela pode esperar...

|

Segunda-feira, Abril 24, 2006

O orkut apareceu com uma novidade esse fim de semana, agora é possível saber quem passou pelo perfil. No começo achei a idéia interessante, mas bastou uma olhada nos perfis para que eu ficasse bastante assustada. Primeiro porque a maioria não é de amigos que estão na minha lista e depois são pessoas bizarras, estranhas.
Sempre soube que ali era um ambiente propício a bisbilhotices, mas essa nova ferramenta deixou evidente que a invasão de privacidade acontece o tempo inteiro, estou me sentindo vigiada, observada por pessoas que não conheço, a sensação é, simplesmente, horrível.
A primeira providência foi limpar o meu perfil, depois o álbum de fotos, mas ainda assim não estou me sentindo confortável em permanecer na rede. É provável que eu saia do orkut e continue apenas com o blog que, apesar, de me expor também não gera em mim tanta insegurança.

|

Quarta-feira, Abril 05, 2006

Tributo à Amizade

Amigos vêm, amigos vão
Alguns ficam, outros não
Tem amigos de verdade e também os, de mentira
Com alguns a gente conta, com outros, não adianta nem ligar
Tem amigos de balada e amigos de "mão dada"
Há amigos no mundo real, assim como no virtual
Com alguns a gente se engana, mas com outros, a gente se encanta
Tem novos amigos, mas não dá para esquecer dos velhos
Alguns amigos são chatos, mas eles sempre estão presentes
Outros são muito legais, mas nunca estão disponíveis
Com alguns o papo é sempre longo, com outros, a conversa é apressada
Há amigos na memória, seja como for
Tem ainda aqueles que se lembram da gente, mas que já foram esquecidos
Alguns se dizem amigos, mas não são
Há amigos inesperados e também os, esperados
Alguns simplesmente são amigos, outros, precisam ser conquistados
Há amigos irmãos, amigos para sempre
Tem amigos para todos os gostos, para todas as pessoas
A amizade é, realmente, universal

|

Sexta-feira, Março 24, 2006

Jairzinho Oliveira - Você Por Perto


Oi, quanta saudade
Tua voz é a melhor coisa na cidade
Oi, tudo bem
Oi, eu tava esperando
Para contar que sonhei com você me carregando
Oi, foi demais
Oi
É tão bom ter alguém que te telefone pra saber como foi o dia
É uma luz
É uma coisa que não tem nome
É minha paz, minha alegria
Oi, pense bem
Pois, eu preciso de você do meu lado
Bem melhor quando você está por perto, perto
Eu preciso de você do meu lado
Bem melhor quando você está por perto, perto
Oi, eu tava esperando
Para contar que sonhei com você me iluminando
Oi, foi demais...foi
É tão bom
Ter alguém que te telefone
Só pra saber como foi o dia
É uma luz uma coisa que não tem nome, não
É a minha paz
A minha alegria
Oi, pense bem
Pois preciso de você do meu lado
Bem melhor quando você está por perto, perto
Eu preciso de você do meu lado
Bem melhor quando você está por perto, perto
Eu preciso de você do meu lado
Bem melhor quando você está por perto, perto...


Jairzinho Oliveira - Sorriso Pra Te Dar


Lindo
Mais do que ninguem pra mim você é lindo
Lindo de ver, de ouvir e falar

Tudo
Mais do que ninguem pra mim você é tudo
A qualquer distância você é meu mundo
O meu porto mais seguro

Força
Mais do que ninguem pra mim você é força
Força pra ir, pra vir e voltar

Sempre
Mais do que ninguem pra mim você é pra sempre
Tempo bom, tempo ruim
Você é pra sempre ... minha casa meu cantinho pra deitar

Ah eu não preciso dizer
Mas esse meu sorriso é pra você
Sei que naum preciso contar
Mas esse meu sorriso é pra te dar


Luiz, amo vc!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

|

Terça-feira, Março 07, 2006

O que é preciso para ser professor?

Dom, vocação.
Conhecimento.
Didática.
Dedicação.
Estudo contínuo.
Destreza para falar em público.
Humildade.
Não ter medo das perguntas.
Estar pronto para desnudar o conhecimento.
Estar preparado para dizer: não sei responder a esse questionamento.
Jamais desqualificar o aluno na tentativa de tirar do foco a própria incompetência.
Mais uma vez, é preciso humildade, sempre.

Esse rol é, meramente, exemplificativo, mas a presença de, no mínimo, tais características traduz o significado da docência de excelência.

PS¹: Sugestões para incrementar esta lista serão bem vindas.
PS²: As características não foram elencadas em ordem de importância.

|

Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

É verdade, o cotidiano pode ser bem interessante...

A sensação é a mesma da época em que estudava para o vestibular, as coisas se repetem e é difícil não me sentir cansada, ainda que entenda o privilégio de ter a oportunidade de estudar.
A minha vida tem se resumido aos momentos de estudo (principalmente agora, com o Luiz de volta a Belo Horizonte) fato que, para mim não é nada desagradável, gosto de estudar, mas o que mais me encanta é a possibilidade de aprender e não falo só das matérias relativas ao direito, as lições que levarei para vida toda são as mais importantes.
Além dos estudos para a prova da OAB, estou engajada na pós-graduação em direito econômico e empresarial, o primeiro módulo ocorreu na semana passada, a disciplina era metodologia da pesquisa, a professora Geralda Vanda... Cheguei com muitos sonhos, com muito medo e fui surpreendida pelas possibilidades reais e concretas. As aulas passaram longe do tecnicismo, as normas da ABNT não foram o foco das discussões, estava diante da visão holística, um novo paradigma começa a ser construído, estou estupefata (essa é a melhor definição).
Senti que o mundo se abriu para mim, os meus desejos são plenamente possíveis, o medo não será empecilho para minha realização, descobri que existe gente de "peso" que acredita num mundo diferente e muito melhor (assim como eu), percebi que meus ideais não eram tão esdrúxulos.
Algumas palavras definem esse meu momento: Abertura para a mudança, possibilidades, contextualização, agir de forma radical (no sentido de aprofundamento).
É a forma pela qual quero ver o mundo daqui em diante...

|

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006

A onda é verde

A "cara" do blog mudou, foi uma tentativa de desanuviar as idéias, com novo aspecto resolvi me aventurar em alguns rabiscos.
Na verdade, já queria mudar a algum tempo, mas não encontrava nada plausível, então numa visita ao blog da Marri (Diário de uma Doidinha) eu acabei por encontrar um site legal e, por conseguinte, esse template.
É engraçado, essa semana fui tomada pela doença do verde, comprei roupas e até me atrevi a fazer um colar para combinar com esse estado de espírito que pede verde.
Segundo os entendidos das cores, verde traz esperança e nesse momento da minha vida é disso que preciso, mas só me dei conta, agora, escrevendo esse texto, parece-me que, meu subconsciente buscou essa cor, pensando a respeito, percebo, minhas escolhas nos últimos dias envolveram o verde, talvez seja viagem, algo totalmente descabido, contudo vou acreditar nas forças ocultas que me levaram a buscar essa cor, deve existir uma razão.

|

Sábado, Janeiro 28, 2006

Eu preciso escrever, ainda que seja algo absolutamente estúpido e sem sentido.
As palavras fogem do meu pensamento, há duas semanas não consigo estruturar sequer uma idéia. A minha cabeça dói quando isso acontece, fico triste quando não consigo articular em forma de texto aquilo que estou sentindo.
Não é falta de assunto, falta de ter o que dizer, simplesmente não consigo escreve sobre algumas coisas que têm acontecido comigo, me angustia perceber que certos assuntos vão parar no topo da lista de prioridades, se colocam como imprescindíveis, necessários, parecem tomar vida própria e passam a martelar na minha cabeça e, mesmo assim, não consigo falar, o que, conseqüentemente, bloqueia a minha escrita. Em suma, estou travada e esse é o motivo do sumiço, caso alguém tenha se perguntado.
Como diria minha avó, preciso desanuviar as idéias.

|

Sexta-feira, Janeiro 13, 2006

Nesses últimos dias estive tomada por um sentimento estranho, queria escrever sobre muitos assuntos, mas não fui feliz ao tentar passar meus pensamentos para o papel.
Li muitas coisas interessantes, sobre os mais diversos assuntos, foram experiências maravilhosas que, me fizeram refletir sobre a minha vida. Enfim, antes de "postar" as minhas coisas, gostaria de recomendar textos de amigos, o primeiro está no blog do Soié (Blog Ontem e Hoje) e traz a fórmula para manter um relacionamento por anos a fio, com a experiência que, apenas os sábios podem ter, esse meu amigo fala de situações tão cotidianas, imprescindíveis para o sucesso de uma união. Recomendo também os posts da Talita (Crônicas Forenses) e da Hilda (Lições de Coisas), ambos denominados de RETROSPECITVA, ficaram muito bons e, sem querer, dão um ar "big brother", afinal, elas, em seus escritos, compartilham vários momentos interessantes do ano que passou. Na minha lista de preferidos, também indico o blog do Reginaldo (Contabilista) que, aos poucos, vai nos contando como foi a chegada da Melissa. Por fim, recomendo o blog do Filipe (Aleateorizando) que, como de costume, no último post, traz a comemoração do aniversário de namoro do seu autor e da Anna.
Bom, como minhas idéias não estão se encaixando, quero participar aos amigos que, infelizmente, não fui aprovada na segunda etapa do exame da ordem, é triste, mas nada desesperador, pois em março haverá uma nova prova. Desde já agradeço ao carinho de todos!!!!!!!!!!!!!

|

Terça-feira, Janeiro 03, 2006

Há quanto tempo eu não dava o ar da graça aqui no blog, sinto falta dessa válvula de escape que encontrei, mas o fim de ano me tomou de um jeito que não consegui aparecer.
Pois bem, penso que devo começar pela formatura, foi tudo lindo, maravilhoso, eu transbordava alegria, aproveitei cada momento, já sinto saudades, mas meus medos, aos poucos, vão se esvaindo.
A prova da ordem... Passei na primeira etapa, mas não acreditei que fosse capaz, a minha falta de crédito em mim mesma foi muita prejudicial porque fiz a segunda etapa de maneira desleixada, preciso aprender a confiar mais no meu potencial, acreditar que as coisas são possíveis, ser menos pessimista e mais realista, esperar o melhor da vida e nunca o pior, mas vamos esperar, quem sabe eu não me surpreenda.
As festas de fim de ano não foram como eu esperava, tive uma grande dose de amolação, coisas da vida, coisas de família, a maioria delas, totalmente evitáveis e é isso que me deixa mais triste.
Esse já é o segundo ano que me proponho a fazer uma retrospectiva, mas não tive tempo de preparar nada, ainda assim quero destacar alguns aspectos e pessoas que passaram na minha vida.
No âmbito profissional tive a chance de redescobrir a advocacia, estou em paz, agora sei o que quero fazer da vida, me sinto aliviada.
Da faculdade vou levar a saudade, a alegria de grandes amizades (Flores e diretoria) e a sensação de que preciso aprender muito mais.
Do casamento só espero o melhor, estamos em sintonia e nosso amor parece crescer a cada dia.
O blog me deu tanta coisa boa, pude dizer o que penso, expandi meu "leque" de amigos, fui agraciada com pessoas tão especiais, como o Clayton, sempre tão inteligente, perspicaz, mal humorado, o Alessandro, pessoa muito querida e portador de um humor negro impagável, o Reginaldo que desde o início esteve comigo, mas preciso destacar, o Filipe (Makoto), que se tornou um grande amigo, meu confidente, ele me mostrou que a internet pode proporcionar encontros memoráveis. E por falar nisso, não posso deixar de lembrar da minha querida Talita, grande amiga, com ela aprendi tanta coisa, através dela entendi o sentido da verdadeira amizade, pude ter certeza que, ausência física não significa falta de carinho, pois quando se é amigo de verdade isso é o de menos. Nossa amizade estava escrita nas estrelas (você sabe o que quero dizer), agora, mais do que nunca tenho certeza que nosso encontro estava marcado.
Nesse ano tive alguns dissabores, mas prefiro guardá-los para mim, descobri que certas coisas e pessoas não valem a pena e por isso quero me preocupar só com aquilo que, verdadeiramente importa.
Assim, seja bem vindo 2006...

|

Sexta-feira, Dezembro 09, 2005

Ter uma gênia como cabeleireira ajuda muito mulheres como eu, sabia?!
Não agüentei, voltei ao salão hoje pela manhã e agora tenho meu cabelo de volta... Ufa, ainda bem que a Rose é máximo, adorooooooooooooooooooooooooooooo, por isso ela está no mercado há tanto tempo...

|

Quinta-feira, Dezembro 08, 2005

Mulheres...
Justiça seja feita, eu preciso concordar quando os homens nos chamam de complicadas, seres indecifráveis. Vamos ao caso:
Ontem fui ao salão para pintar meu cabelo, disse que queria a cor habitual, minha cabeleireira (que me conhece há quase quatro anos) atendeu o pedido, mas o resultado não me agradou muito, pra mim o cabelo estava escuro, ela me explicou que estava tudo normal, que o tempo nublado não me deixava enxergar direito a cor. Fui pra casa, dei mais uma olhada no espelho e só conseguia ver um cabelo escuro, totalmente fora do padrão ao qual me acostumei, me debulhei em lágrimas, Luiz não entendia nada, acordei durante a noite pensado que meu cabelo havia me transformado numa bruxa... Não agüentei, liguei para a Rose e hoje a tarde lá fui eu de novo para o salão. Eu dizia: está escuro, me sinto uma velha, essa não sou eu, ela, mesmo a contra gosto, passou uns produtos para abrir a cor e, definitivamente tudo se ¿abriu¿. A cor é linda, é um vermelho dourado mais claro que o antigo, saí de lá feliz e sorridente, me achando a mulher mais linda do mundo. Então chego em casa, abro o orkut, vejo a cor do cabelo de uma amiga e percebo que era aquilo que queria, não esse vermelho que agora carrego em minhas madeixas. O pior é que, agora, preciso esperar pra pintar de novo, vou ter que agüentar o novo look até me cabelo se recuperar do que fiz com ele.
E a gente ainda fica com raiva quando eles dizem que mulher é um bicho muito esquisito...

|

Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

Uma semana viajando...
No começo eu não estava muito feliz com a idéia, passar meu aniversário longe de casa, sem ter meus amigos por perto, mas tive uma grata surpresa... Foi maravilhoso perceber a alegria da minha cunhada, do meu cunhado e cuncunhado (essa palavra existe?), dos meus sobrinhos e, claro, do meu amor, estávamos todos juntos, valeu a pena fazer aquela comemoração, mesmo depois de quase oito horas de viagem. O Luiz talvez não perceba, mas os gestos dele refletem o seu grande amor por mim, foi tudo preparado com tanto esmero e ele tão disposto a me fazer feliz, fico olhando pra ele e não consigo pensar em outra vida, acho que sempre sonhei em ter ao meu lado um companheiro assim, aliás, penso que o Luiz superou minhas expectativas. Enfim, o aniversário foi muito bom, além da festinha em família recebi muitos recadinhos no orkut, mensagens de amigos muito queridos, palavras que diziam muito mais que simples palavras, demonstrações de carinho e amizade, outras verdadeiras declarações de amor (no sentido fraternal do termo).
Amo fazer aniversário, sempre nessa data olho pra trás e agradeço a Deus por ter me concedido mais um ano, por me permitir evoluir, pra mim, comemorar mais uma boda é sinal de privilégio, nem penso em idade (ao menos não do jeito que a maioria), ficar mais velha significa ter tido mais tempo para adquirir sabedoria, amadurecimento, enfim, mais uma chance de me aprimorar, mas falta muito pra chegar lá, então espero ter bastante tempo ainda (só pra descontrair)...

|

Sexta-feira, Novembro 25, 2005

Eu não preciso de grandes gestos, de grandes ações, só o seu amor me basta e, tenha certeza, são as pequenas coisas que me fazem ser a mulher mais feliz do mundo. Dedico esse poema a você Luiz, meu doce e eterno amor...

O amor Segundo Drummond 1/2
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de
funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste
momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta:
pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que
nasceu. Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for
apaixonante, e os olhos encherem d¿água neste momento
perceba: existe algo mágico entre vocês. Se o primeiro e o ultimo
pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar
junto chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um
presente divino: o Amor. Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um
sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil
palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro. Se por
algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma
rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxuga-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá
contar com ela em qualquer momento de sua vida.

O amor segundo Drummond 2/2
Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de
pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se você não
consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado
para a noite... Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro
sem a pessoa do seu lado... Se você tiver a certeza que vai ver a outra pessoa
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco
por ela... Se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o Amor que
chegou na sua vida. É uma dádiva. Muitas pessoas apaixonam-se muitas
vezes na vida, mas poucas Amam ou encontram o Amor verdadeiro. Ou, as
vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o
Amor passar sem deixa-lo acontecer verdadeiramente. Por isso, preste
atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego
para a melhor coisa de vida: o Amor...

|

Segunda-feira, Novembro 21, 2005

A formatura está próxima. Gostaria de convidar cada amigo que me visita e acompanha a minha vida, mas, infelizmente, não vou conseguir. Assim, resolvi disponibilizar um link para o site onde está hospedado o convite virtual, com esse gesto quero externar o meu apreço e compartilhar com vocês a minha alegria.

CLIQUE NA FOTO PARA VISUALIZAR MEU CONVITE DE FORMATURA
Turma Direito Unimontes -98

|

Sexta-feira, Novembro 18, 2005


O grande dia merecia uma celebração

Ontem foi o grande dia, apresentei minha monografia... Nossa, foi um alívio, tirei um grande peso dos meus ombros. Agora me sinto mais livre, mais tranqüila, estou, praticamente formada. Falta tão pouco, a minha ansiedade para que tudo acabe passou e já tenho saudade de tudo (ou quase tudo) que vivi nos último cinco anos. A formatura traz a sensação de dever cumprido, mas ao mesmo tempo, dá um frio na barriga imaginar que no ano vindouro a minha vida de graduação não irá mais existir. Contudo, apesar do medo inerente a qualquer mudança, não me sinto mais perdida e sei exatamente o que vou fazer, o futuro não me apavora por ser incerto (antes, eu não sabia o que iria fazer depois de formada), mas talvez porque, agora, meu receio seja de falhar na minha vida profissional não conseguindo alcançar meus objetivos. Enfim, todas as incertezas se transformam em alegria, felicidade, afinal conquistei essa vitória à custa de muita dedicação, empenho, sofrimento e determinação.
Mudando de assunto, resolvi mudar a cara do blog. O natal é uma das minhas datas preferidas e esse template foi um dos primeiros que usei, ainda me lembro do mês de dezembro de 2003 quando dei início a minha aventura como blogueira. Assim, esse layout celebra mais um aniversário do meu cantinho.

|

Segunda-feira, Novembro 14, 2005

APRESENTAÇÃO DA MONOGRAFIA - PROVAS - TRABALHOS - ANIVERSÁRIO - PROVA DA ORDEM - COLAÇÃO DE GRAU

NÃO ME SINTO MAIS PERDIDA, JÁ SEI QUE RUMO TOMAR, MAS ANTES TENHO QUE RESOLVER ALGUMAS COISAS.
VOLTO EM BREVE...

|

Quinta-feira, Novembro 03, 2005

Na Dinamarca, um país muito distante, há muitos anos, mais precisamente há 200 anos, nascia Hans Christian Andersen. Seu pai era sapateiro e sua família muito pobre. Hans aprendeu a ler e a escrever e seu passatempo preferido era ler e ouvir histórias.
Quando se tornou adulto, Hans começou a escrever novelas. Nesta época não existiam livros dedicados às crianças. Hans Christian Andersen resolveu colocar nos livros as histórias que as pessoas contavam, e também começou a inventar outras histórias e a escrevê-las para crianças. Por isso ele é considerado o pai da Literatura Infantil.
Você com certeza já ouviu histórias como: O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, A Roupa Nova do Imperador e A Pequena Vendedora de Fósforos. Saiba que estas são apenas algumas das muitas histórias que Hans escreveu. As histórias dele ficaram famosas em todo o mundo. Com certeza seus pais e sua professora também ouviam estas histórias quando eram pequenos.

Um dos primeiros livros que li foi o Patinho Feio, um presente dado por minha vó paterna, cresci sem saber direito o nome do autor, mas me lembro de ter lido aquele livro uma centena de vezes, me encantava a história de um patinho que não era aceito por conta da aparência. Hoje, passados alguns anos, percebo que me identificava muito com aquela história, pois também tinha problemas de adaptação, não me sentia aceita pelo grupo social (e acho que ainda não me encaixo muito bem em certos padrões). Enfim, meu coração se encheu de contentamento por descobri o nome do autor que plantou em mim o gosto pela leitura.

|

Quinta-feira, Outubro 27, 2005

"Uma Lista de Coisas que Desejo a Você"

Bom, tem as coisas óbvias:
educação, família e amigos.
E uma vida cheia de coisas inesperadas.
Cometa erros...
Cometa muitos erros.
Porque não há jeito melhor de aprender e crescer, tá?
Quero que passe muito tempo no mar...
porque o mar o força a sonhar...
e eu insisto que você, seja um sonhador(a).
Deus?
Eu nunca acreditei em Deus.
Aliás, gastei muito tempo e energia...
tentando provar que Deus não existe.
Mas eu espero que você possa acreditar em Deus.
Porque eu vim a perceber meu bem...
é que não importa se Deus existe ou não...
o importante é acreditar em algo...
porque prometo que esta crença lhe aquecerá à noite.
E quero que se sinta seguro(a) sempre. E daí, tem o amor.
Quero que ame de corpo e alma...
e quando encontrar este amor, onde quer que o encontre...
quem quer que você escolha, não fuja deste amor.
Mas não precisa correr atrás também.
Seja paciente e o amor virá até você, eu prometo...
quando você menos esperar.
Como você...
como passar o melhor ano da minha vida...
com a mais doce, mais esperta...
e melhor pessoa do mundo!
Não tenha medo, meu bem.
E lembre-se...
amar é viver.


(*Texto retirado do último episódio de Dawson´s Creek interpretado pela atriz Michelle Williams.)

Já tenho saudades


|

Quinta-feira, Outubro 20, 2005

Por onde começar?
Andei sumida, distante do blog e de mim mesma, dei um tempo de coisas importantes, mas agora resolvi voltar e não sei bem por onde começar. Ah, sim, pelo início é uma boa dica.
Vamos ver, fiquei alguns dias em Belo Horizonte, cidade que sempre amei, entretanto não me senti tão feliz como em outros tempos, tudo está mudado, a grandeza das capitais parece ter chegado lá, tudo corrido, impessoal, mais complicado do que normalmente seria, voltei mais cansada ainda. Depois fui a Governador Valadares, um lugar encantador, de gente simples e peculiarmente mineira com um ¿quê¿ americanizado, me diverti e pude interagir com pessoas que amo muito e fazem parte da minha família.
De volta a Montes Claros nem tudo saiu do jeito que eu esperava, mas estou feliz e me sentindo pronta para encarar os desafios que estão por vim. Enfim tive vontade de escrever, coisa que não fazia há algum tempo, cá estou compartilhando coisas que nem todo mundo vai entender, deixo fatos nas entrelinhas, de um jeito um tanto quanto obscuro conto vários segredos e espero a compreensão dos amigos que me visitam e dispensam seu tempo lendo sobre a minha vida.

|

Sábado, Outubro 08, 2005

Alanis Morissette - You Learn

I recommend getting your heart trampled on to anyone
I recommend walking around naked in your living room
Swallow it down (what a jagged little pill)
It feels so good (swimming in your stomach)
Wait until the dust settles

You live you learn
You love you learn
You cry you learn
You lose you learn
You bleed you learn
You scream you learn

I recommend biting off more than you can chew to anyone
I certainly do
I recommend sticking your foot in your mouth at any time
Feel free
Throw it down (the caution blocks you from the wind)
Hold it up (to the rays)
You wait and see when the smoke clears

Wear it out (the way a three-year-old would do)
Melt it down (you're gonna have to eventually anyway)
The fire trucks are coming up around the bend

You grieve you learn
You choke you learn
You laugh you learn
You choose you learn
You pray you learn
You ask you learn
You live you learn


|

Segunda-feira, Setembro 26, 2005



O FIM ESTÁ PRÓXIMO...

Parece uma afirmação fatalista e, talvez seja mesmo. Provavelmente até o fim de novembro as aulas na faculdade terminam e, por incrível que pareça, não consigo pensar na formatura, na festa que quero dar, na minha cabeça só existe o exame da ordem.
A prova é praticamente um fenômeno, de uns anos pra cá insiste em assustar os pobres estudantes recém formados.
Apesar de ficarmos cinco anos fazendo a graduação ao final do curso somos apenas bacharéis em direito, que no frigir dos ovos é a mesma coisa que nada, para advogar é preciso passar na famigerada prova.
Segundo alguns, o exame tem tentado selecionar melhor os profissionais haja vista o grande número de faculdades de direito de qualidade duvidosa, para essas pessoas, a prova mais difícil refletiria em melhores advogados. Bom, tenho eu as minhas dúvidas. Em primeiro lugar não cabe a ordem dos advogados avaliar a qualidade dos cursos de direito, isso é função do MEC. Outra coisa que me intriga é a grande quantidade de cursinhos preparatórios para o exame, será que não existe algo de errado nisso, penso que os defensores de tanta dificuldade lucram com as salas lotadas.
Não acredito que a prova facilita a vida dos profissionais do direito, a concorrência é dura, só se destacam as pessoas que buscam aperfeiçoamento, passar na prova é um detalhe que não reflete, na maioria das vezes, a capacidade do bacharel. Não sou especialista, mas já ouvi alguns dizerem que prova não é o método mais adequado para medir o aprendizado de alguém, isso pode ser comprovado empiricamente, afinal conheço várias pessoas muito estudiosas que se deram mal no exame da ordem e outras que nunca foram fãs do estudo que passaram.
Enfim, ainda que não concorde com essa bendita prova sou obrigada a me submeter a ela, por isso preciso me preparar, ser mais uma a lotar os bancos dos cursinhos preparatórios. Haja Paciência!

|

Quinta-feira, Setembro 15, 2005

Só para variar vou falar dos meus dramas. Se bem que não é nada sério, digamos, é só um comunicado mesmo.
Tem coisas que a gente sonha, sonha sem saber porque, sem entender direito e poucas são as pessoas que tem a chance de ter certeza se os sonhos vão se materializar da forma imaginada.
Pois é, não foi a concretização de um sonho, mas chegou bem perto de sê-lo e, diante da realização pude ver que as coisas não eram como eu pensava e que o sonho esquecido de outrora me soava muito mais aprazível.
Assim, tomei a decisão de sair do estágio, confesso que meu coração se partiu, afinal estava trabalhando ao lado de pessoas maravilhosas, sendo supervisionada pelo melhor professor que tive nesses cinco anos de faculdade, mas os meus ideais e propósitos destoavam da realidade posta e, por isso tomei essa séria decisão.
Fica a felicidade de deixar um estágio me sentindo querida, com a sensação que serei bem vinda, caso haja mudanças de planos - o que não creio ser possível de acontecer, pois a decisão foi muito elaborada antes de ser tomada - enfim, estou feliz por começar a trilhar a minha vida no caminho que sempre acreditei, ter vivido a experiência do estágio me deu certeza da minha verdadeira vocação e agora quero lutar para conquistar o meu lugar ao sol.
Não posso deixar de agradecer, em primeiro lugar, ao Dr. Claudio (é sem acento mesmo e ele odeia que se escreva de outro jeito) que me deu a chance de aprender tantas coisas e sempre foi muito paciente e compreensivo comigo, de forma conjunta, agradeço ao Matheus, ao Ivo e a Andréia que foram uns amores comigo.
Estou feliz e em paz.

|

Sexta-feira, Setembro 09, 2005


Cansei...
Cansei de um monte de coisa, cheguei no meu limite e não quero me estressar com coisas sem importância. Tenho revisto conceitos, pensando na minha forma de encarar a vida e cheguei a conclusão de que às vezes eu sou boba demais, me dedico a coisas que não fazem a mínima diferença na minha vida, não quero mais ser assim.
Estou de saco cheio e não culpo nada, nem ninguém, porque uma amiga já me disse uma vez, as pessoas só fazem com a gente aquilo que permitimos, e eu sei, tenho consciência que permitir muita coisa que agora me faz mal, por isso resolvi dar um basta, chega de agir feito uma tola, afinal, isso não combina com meu estilo.
Essa é a última vez que penso naquilo que não faz bem, apesar de querer esquecer tudo, eu precisava desabafar aqui, senão o blog não seria atualizado nunca, e porque era disso que precisava falar.
Aff... Cansei...

|

Quinta-feira, Setembro 01, 2005

Sabe daquelas pessoas que adoram dar conselhos, tentar ajudar os outros (ainda que nem sempre consigo), pois é, sou assim, aquela amiga pronta pra encarar qualquer situação, falar assim pode parecer convencimento, mas não se trata disso, é apenas uma constatação pra chegar onde eu quero.
Sendo essa pessoa que acabei de descrever não entendo porque não permito que os meus amigos façam o mesmo por mim, quase nunca falo das minhas angústias, tenho medo, vergonha, não gosto de me abrir com ninguém. Tenho uma amiga, na verdade, melhor amiga, e com ela só me abri duas ou três vezes, é impressionante, saio de casa pronta pra desabafar, mas não consigo, tem algo que me trava e deixo de dizer o que verdadeiramente eu queria. Talvez por medo de ser julgada, de não ser entendida, mas na verdade mesmo, não quero perturbar meus amigos com minhas lamúrias, isso é tão incoerente, porque sempre faço isso com o coração aberto, adoro quando um amigo me procura querendo falar dos problemas é bom quando alguém confia em mim a ponto de me falar de coisas tão íntimas.
Então eu me pergunto, porque eu não consigo fazer o mesmo, porque alguns poucos eleitos sabem o que se passa na minha cabeça?
Passo a imagem de pessoa forte, mas no fundo sou uma menina frágil, cheia de grilos, que muitas vezes se sente perdida, querendo colo, mas que quase nunca sabe pedir ajuda, sempre tentando resolver tudo sozinha.
Se minha psicóloga lesse isso aqui tenho certeza que ela entenderia o que quero dizer, de certa forma nunca pude ser frágil, nunca pude esperar por colo, talvez por isso tenha tanta dificuldade de aceitar ajuda.
Estou tentando, mas não é fácil ser diferente...

|

Terça-feira, Agosto 23, 2005



14 Bis - Caçador De Mim
by Sergio Magrão & SÁ


POR TANTO AMOR, POR TANTA EMOÇÃO
A VIDA ME FEZ ASSIM
DOCE OU ATROZ, MANSO OU FEROZ
EU, CAÇADOR DE MIM

PRESO A CANÇÕES
ENTREGUE A PAIXÕES QUE NUNCA TIVERAM FIM
VOU ME ENCONTRAR LONGE DO MEU LUGAR
EU, CAÇADOR DE MIM

NADA A TEMER
SENÃO O CORRER DA LUTA
NADA A FAZER
SENÃO ESQUECER O MEDO
ABRIR O PEITO À FORÇA
NUMA PROCURA
FUGIR ÀS ARMADILHAS DA MATA ESCURA

LONGE SE VAI, SONHANDO DEMAIS
MAS ONDE SE CHEGA ASSIM
VOU DESCOBRIR O QUE ME FAZ SENTIR
EU, CAÇADOR DE MIM


Estou de altas, mais uma semana sem aula, não, não é a greve, mas isso não importa muito.
Sempre que tenho um tempo livre me proponho a fazer milhões de coisas, mas acabo não cumprindo nem metade. Tem alguém aí que me entende???
Ando meio sem vontade de falar, na verdade, não tenho assunto, minha vida anda parada, sem muitas novidades, se bem que nas últimas duas semanas tive muitas surpresas e bota surpresa nisso, mas isso não é assunto de blog.
Amo essa música que postei, ela fala muito de mim, sou um tanto quanto musical, minha vida tem uma trilha sonora bastante eclética, mas música pra mim é fundamental. Gosto de coisas que me tocam, adoro músicas calmas (como as mineiras), mas não dispenso algo mais agitado, minha sogra esteve aqui esse find (eu sei que as sogras não têm boa fama, mas a minha é bem lega, temos nossos altos e baixos, mas nada muito grave), foi muito legal, ela parecia criança com as músicas que o Luiz arrumou, muito Benito de Paula (ótimo) e muito sertanejo, que a contrário senso não é tão mal assim.
Então é isso, falta de assunto, falando de amenidades e coisas nem tão interessantes assim, mas confesso que não tenho paciência pra falar de assuntos considerados mais relevantes...

|

Sexta-feira, Agosto 19, 2005







Apesar da grande revolta nem todo mundo pode ir a Brasília, então criou-se uma caminha virtual. Clique no link e mostre sua indignação.
Indicação: Makoto

|

Terça-feira, Agosto 16, 2005

Por mais que nos esforcemos algumas coisas fogem ao nosso controle e eu não gosto nada disso. Adoro planejar tudo milimetricamente, gosto das coisas do meu jeito, realizo tudo na minha cabeça, sofro pelo que ainda não aconteceu, fico tentando prever todas as reações possíveis. Sei que esse traço da minha personalidade não é de todo ruim, mas também não é salutar, falta um pouco de equilíbrio, nisso a terapia ajuda muito.
Não tenho ido a psicóloga, isso me faz falta, mas não estou me sentindo predisposta a falar das coisas que realmente importam, vinha me sentindo muito superficial, como se estivesse indo bater um papo, logo eu, que sempre levei a terapia tão a sério. Minha psicóloga percebeu essa minha fase e aconselhou esse afastamento, eu concordei com ela, penso que, realmente, eu esteja precisando de um tempo sozinha sem análises mais profundas.

|

Domingo, Agosto 14, 2005

|